Brasil bate México nos pênaltis e decide ouro com a Espanha


(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O sonho do bicampeonato continua vivo. A seleção brasileira de futebol masculino se classificou na manhã deste terça-feira (3) para a final da Olimpíada de Toquio (Japão) após derrotar o México nos pênaltis por 4 a 1, já que o placar de 0 a 0 permaneceu até o final da prorrogação. O confronto foi realizado no estádio Ibaraki Kashima, na cidade de Kashima. O adversário brasileiro na final será a Espanha que derrotou o Japão na prorrogação por 1 a 0. A briga pelo ouro será no sábado (7), às 8h30 (horário de Brasília).

Esta é a quinta final olímpica da seleção brasileira de futebol masculino. Em três oportunidades ficou com a prata: em Los Angeles 1984 (contra a França), Seul 1988 (diante da União Soviética) e em Londres 2012 (contra o México). Já na Rio 2016, o Brasil ficou com a medalha de ouro contra a Alemanha, no Maracanã.

Domínio sem gols

O Brasil dominou o jogo em grande parte do primeiro tempo. Mas a primeira oportunidade foi dos mexicanos. Aos 8 minutos, após cobrança de escanteio, Henry Martín cabeceou à direita do goleiro Santos. Cinco minutos depois, aos 13, foi a vez da equipe comandada por André Jardine responder em chute cruzado do lateral-esquerdo Guilherme Arana.

Aos 22, o capitão Daniel Alves cobrou falta forte, provocando defesa do goleiro Ochoa. De tanto pressionar, o árbitro Gerogi Kabakov (Bulgária) marcou pênalti aos 27, quando Douglas Luiz foi derrubado por Esquível. Entretanto, o juiz consultou o árbitro de vídeo e voltou atrás na decisão, cancelando a penalidade.

Restando cinco minutos para o intervalo, os mexicanos, usando sempre os contra-ataques, quase abriram o placar. Aos 41, Romo recebeu dentro da área e chutou forte, obrigando difícil defesa de Santos.

No segundo tempo, com menos um minuto de bola rolando, Martín finalizou forte, de longa distância, mas Santos, atento, conseguiu realizar a defesa. Aos 20, Antony, do Brasil, chutou rasteiro no canto direito de Ochoa, desta vez faltou força para dificultar a vida do goleiro.

O lance mais perigoso do confronto saiu aos 36 minutos em uma cabeçada do atacante Richarlison na trave direita do México. Muito provavelmente, se a bola entrasse, teria sido o gol da classificação.

Prorrogação e pênalti

Após o placar marcar 0 a 0 durante no tempo normal, a disputa continuou na prorrogação. No primeiro tempo, o lance de maior perigo foi um chute de Arana cruzado, de longa distância, que saiu rente à trave esquerda da baliza mexicana.

Após o intervalo, o confronto continuou da mesma maneira, com as duas equipes mais conservadoras, mas sempre o Brasil com mais iniciativa de ataque e posse de bola. Não foi o suficiente para evitar a decisão da vaga na disputa pelo ouro em cobrança de pênaltis.

Santos defendeu a cobrança de Eduardo Aguirre, e Vásquez mandou na trave. Do lado brasileiro, Daniel Alves, Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier converteram para garantir a vitória brasileira por 4 a 1.


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