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Brasil cai 5 posições no ranking de desenvolvimento humano


(Foto: Divulgação/PR)

Sob a presidência de Jair Bolsonaro, o Brasil despencou cinco posições no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas, que mede o bem-estar da população considerando indicadores de saúde, escolaridade e renda. Dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostram que o Brasil recuou da 79ª posição em 2018 para a 84ª em 2019. É a segunda nação que mais perde posições, atrás apenas de Comores, um país do leste da África com 830 mil habitantes.

A estagnação na educação, especialmente no período em que o ministro olavista Abraham Weintraub esteve à frente do MEC, foi a principal causa do resultado, mas não apenas. Segundo o relatório, no Brasil, o desenvolvimento humano despenca, além do tema da educação, quando a desigualdade entra na equação. O país perde nada menos que 20 posições quando o indicador é ajustado à desigualdade. O IDH de 0,765 cai para 0,570, uma queda de 25,5%.

A principal causa para o resultado brasileiro neste indicador é a desigualdade de renda - o que já vinha sendo observado em anos anteriores. A parcela dos 10% mais ricos do país concentra 42,5% da renda total. Enquanto isso, o 1% mais rico fica com 28,3% da renda. O Brasil tem a segunda maior concentração de renda do mundo, ficando atrás apenas do Qatar.

Outro dado que chama atenção é a desigualdade de gênero. Os dados do Pnud mostram que as mulheres brasileiras vivem mais e têm mais anos de escolaridade que os homens, mas têm menos desenvolvimento humano. Isso porque recebem muito menos por sua força de trabalho. A renda das mulheres no país é 41,8% menor do que a dos homens.

Segundo o Pnud, o Brasil é um dos países com elevada desigualdade de gênero. Está na 95ª posição num ranking que inclui 162 nações para as quais foi calculado o Índice de Desigualdade de Gênero (IDG).

O Relatório de Desenvolvimento Humano apresenta o IDH de 2019 para 189 países e territórios reconhecidos pela ONU. A Noruega lidera a lista, com 0,957, seguida por Irlanda, Suíça e Hong Kong. O IDH brasileiro é de 0,765. O pior colocado é o Níger (0,394).

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