Brasil chega a 21 pódios de ouro e iguala marca histórica

Atualizado: 4 de set. de 2021


Jogadores do Brasil exibem orgulhosos a medalha de ouro no goalball, 21º pódio dourado (Foto: Alê Cabral/CPB)

O décimo dia de competições nos Jogos Paralímpicos de Tóquio ficou marcado pela conquista inédita da medalha de ouro para o Brasil no goalball masculino e pela dobradinha de ouro e bronze no pódio do arremesso de peso (classe F57), com Thiago Paulino em primeiro lugar e Marco Aurélio Borges em terceiro. Isso não foi tudo: com esses resultados, o Brasil chegou a 21 medalhas douradas e igualou a melhor marca em uma única edição dos Jogos.

O primeiro recorde de 21 ouros havia sido alcançado em Londres 2012. Já em Tóquio, o Brasil também já alcançou a histórica marca de 100 medalhas de ouro na história dos Jogos Paralímpicos, após a vitória do fundista Yeltsin Jacques na prova dos 1.500m, no último dia 31.

As outras medalhas do dia vieram com a prata de Luís Carlos Cardoso, nos 200m (classe KL1) da canoagem, e os bronzes de João Victor Teixeira, no lançamento de disco (classe F37), de Silvana Fernandes no parataekwondo (classe K44 para atletas até 58kg) e Wendell Belarmino nos 100m borboleta (S11).

O Brasil soma agora 61 medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, com 21 ouros, 14 pratas e 26 bronzes, na sétima colocação no quadro de medalhas geral. A China lidera com 85 ouros e 184 medalhas, com a Grã-Bretanha em seguida, com 111 medalhas, sendo 37 de ouro, e os Estados Unidos em terceiro lugar, com 34 medalhas de ouro e um total de 92 medalhas.

Goalball

O Brasil fez história ao conquistar a inédita medalha de ouro no goalball masculino nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. O time subiu ao lugar mais alto do pódio após vencer a China por 7 a 2, na manhã desta sexta, 3, no Makuhari Messe Hall C. Os gols do título foram marcados pelo capitão da equipe, Romário (1), Parazinho (3) e Leomon (3).

Na modalidade, com a equipe masculina, o país só não havia conquistado a medalha dourada em Jogos Paralímpicos, já que o país havia ganhado a prata em Londres 2012 e o bronze no Rio 2016.

Na fase de grupos, o Brasil obteve três vitórias e uma derrota, para os Estados Unidos. Nas quartas de finais, os brasileiros venceram a Turquia antes de superar pelas semifinais a Lituânia, que ficou com a medalha de bronze ao vencer os Estados Unidos por 10 a 7 na disputa do terceiro lugar.

No feminino, o Brasil terminou o torneio na quarta colocação ao ser superado pelo Japão por 6 a 1. Assim, a equipe repete em Tóquio a mesma colocação que havia conquistado nos Jogos Rio 2016, a melhor das mulheres brasileiras na modalidade em Jogos Paralímpicos.

A Turquia confirmou o favoritismo, derrotou os EUA por 9 a 2 na final e conquistou a medalha de ouro.

Atletismo

Em uma prova emocionante, o paulista Thiago Paulino conquistou, na manhã desta sexta, 3, a medalha de ouro no arremesso de peso (classe F57), nos Jogos de Tóquio, ao cravar a marca de 15,10m, novo recorde paralímpico. A prata foi para o chinês Guishan Wu (15,00m) e o outro brasileiro Marco Aurélio Borges (14,85m), faturou o bronze.

Thiago Paulino arremessa para o ouro e recorde paralímpico, o 20º pódio dourado (Foto: Takuma Matsushita/CPB)

O ouro de Thiago Paulino é o nono do atletismo brasileiro e o 21º do Brasil nos Jogos de Tóquio, igualando o recorde histórico de títulos do país na história da competição, obtido em Londres 2012.

"Faltava esse ouro paralímpico. E foi do jeito que eu imaginava, com emoção. Quero parabenizar o Marcão, que fez uma ótima prova. O chinês eu já esperava que viria forte. Foi uma competição de alto nível e eu não podia decepcionar. Estava muito preparado, treinamos bastante e fomos recompensados", comentou Thiago Paulino. "Perdi minha mão no ano passado e ela queria muito me ver com o ouro. Então eu dedico essa medalha especialmente para ela", completou o atleta.

Marco Aurélio também comemorou o ótimo resultado. "É a concretização de uma carreira de quase 20 anos dedicada ao esporte paralímpico. Foi um ciclo difícil para mim. Ter ficado fora do Rio por conta de uma lesão, mudar de classe, reaprender a arremessar e, ano após ano, ganhar posições no ranking mundial", contou Marcão. "Mas na hora certa eu consegui crescer, fiz uma prova bem estratégica e o bronze veio".

O lançador João Victor Teixeira ficou com a medalha de bronze no lançamento de disco (classe F37). O brasileiro evoluiu ao longo da prova até conseguir o arremesso que o colocou no pódio. Depois de queimar a primeira tentativa, o carioca lançou para 46,94m, 48,24m e 48,22m. Na quinta e penúltima rodada, o atleta, enfim, cravou 51,86m. O ouro ficou com o paquistanês Haider Ali, com 55,26m. A prata foi para o ucraniano Mykola Zhabnyak, com 52,43m.

“Minha prova teve um nível forte, mas vim preparado. O que me surpreendeu não foram meus adversários, mas a chuva e o setor molhado, que não ajudava para eu colocar em prática tudo aquilo que treinei. Não consegui fazer minha melhor marca e nem o que estava fazendo em treinos aqui, mas esse bronze aí foi bem recebido”, comentou João Victor.

Canoagem

A primeira medalha do Brasil no décimo dia de competições foi na canoagem. Luís Carlos Cardoso fez história ao conquistar a prata nos 200m (classe KL1) – inédita para o país na modalidade, que havia conquistado apenas um bronze nos Jogos do Rio 2016, quando a canoagem entrou no programa dos Jogos Paralímpicos. O canoísta de Picos, no Piauí, cravou o tempo de 48s031. O ouro ficou com o húngaro Peter Kiss (45s447) e o bronze com o francês Remy Boulle (48s917).

Depois desse feito, o piauiense voltará ao Sea Forest Waterway nesta sexta, 3, às 22h04 (de Brasília) para a semifinal do VL 200m.

“Faltava esta medalha paralímpica. Por pouco, eu não consegui no Rio. Mas, graças a Deus, ela chegou aqui em Tóquio. Eu já sabia que o húngaro era muito forte. Agora é melhorar para 2024”, apontou o atleta.

Parataekwondo

Silvana Fernandes, de 22 anos, conquistou a segunda medalha do Brasil na história do parataekwondo em Jogos Paralímpicos. Um dia após Nathan Torquato ganhar primeiro o ouro (classe K44 até 61kg) da modalidade em Jogos, a brasileira venceu a turca Gamze Gurdal por 26 a 9 e ficou o bronze na classe K44 para atletas até 58kg.

O combate que decidiu o bronze foi tranquilo. Silvana Fernandes terminou o primeiro round vencendo por 3 a 1, ampliou a vantagem no segundo com um 11 a 4 e no último foi ainda melhor, fazendo 14 a 4. O placar final acabou em 26 a 9 para a brasileira.

Na primeira luta, a paraibana derrotou a norte-americana Brianna Salviano, por 15 a 2. Mas na semifinal, a brasileira acabou derrotada pela dinamarquesa Lisa Gjessing por 8 a 6, saiu da disputa do ouro e se credenciou para brigar pelo bronze.

Natação

No último dia da natação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, Wendell Belarmino conquistou sua terceira medalha na capital japonesa. O brasiliense foi bronze nos 100m borboleta, com o tempo de 1min05s20 na classe S11. Ele ficou atrás dos japoneses Keiichi Kimura, medalhista de ouro (1min02s57), e Uchu Tomita, que levou a prata ao fechar a prova em 1min03s59. Antes, Wendell já havia conquistado o ouro nos 50m livre e a prata no revezamento misto 4x100m - até 49 pontos.

Desta forma, o país encerrou a sua participação na modalidade em oitavo lugar. Foram 23 medalhas, sendo oito de ouro, cinco de prata e dez de bronze.

Tais números fizeram a natação brasileira alcançar sua melhor campanha da história nos Jogos Paralímpicos, superando as 19 medalhas conquistadas em Pequim 2008 e Rio 2016. Em relação às medalhas de ouro, a marca alcançada no Japão só foi superada pela de Londres 2012 - foram nove medalhas douradas na capital inglesa.

Vôlei sentado

A Seleção Brasileira feminina acabou derrotada pelos EUA por 3 sets a 0, parciais de 25/19, 25/11 e 25/23, na manhã desta sexta-feira, 3, pelas semifinais da competição. Agora, as brasileiras vão em busca de repetir o resultado dos Jogos Rio 2016, quando ficaram com a medalha de bronze. O jogo será sábado, 4, às 4h30 (horário de Brasília), contra o Canadá.

No masculino, o Brasil buscará a medalha de bronze contra a Bósnia, neste sábado, 4, às 2h (de Brasília). A equipe perdeu a chance de ser campeã após ser derrotado pelo Comitê Paralímpico Russo por 3 sets a 1, na última quinta, 2.

Transmissão

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 contam com a transmissão ao vivo dos canais SporTV e da TV Brasil.


Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro

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