top of page

Brasil condena ataque de Israel a jornalistas na Faixa de Gaza

  • 12 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Hospital Al-Shifa em Gaza (Foto: Dominic Allen/Unfpa)
Hospital Al-Shifa em Gaza (Foto: Dominic Allen/Unfpa)

O governo brasileiro divulgou nota nesta segunda-feira (11) condenando a morte de seis jornalistas da televisão Al Jazeera durante um ataque israelense na Faixa de Gaza nesse domingo (10). Os jornalistas estavam em uma tenda perto do hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, e foram vítimas de um ataque aéreo.


"O novo ato de flagrante violação ao direito internacional humanitário e ao exercício da liberdade de imprensa por parte das forças israelenses eleva para mais de 240 o número de jornalistas mortos em Gaza desde o início do conflito. A cifra é eloquente quanto às sucessivas violações cometidas no período contra profissionais de imprensa", diz o comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.


Na mensagem, o governo brasileiro "insta o governo de Israel a assegurar aos jornalistas o direito de desempenhar livremente e em segurança seu trabalho em Gaza, bem como a levantar restrições vigentes à entrada de profissionais da imprensa internacional no território".


A ONU e a União Europeia também condenaram o ataque israelense.


O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, manifestou grave preocupação com o que chamou de ataques repetidos à imprensa em Gaza.


O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu respeito aos profissionais do jornalismo para que possam fazer seu trabalho livres de abusos e do medo e também a abertura de "uma investigação independente e imparcial" sobre essas mortes. Pelo menos 242 jornalistas morreram violentamente na Faixa de Gaza após 22 meses de guerra.


Ataque

Um dos jornalistas mortos era Anas Al-Sharif, de 28 anos. Israel alega que ele era um terrorista que se fazia passar por repórter. Essa tese já tinha sido desmentida pelas Nações Unidas, segundo a agência de notícias RTP.


O governo de Israel não permite a entrada de órgãos internacionais da comunicação social em Gaza.


As forças israelenses afirmaram, em comunicado, que Al Sharif era líder de uma célula do Hamas e “responsável por promover ataques com mísseis contra civis israelenses e tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF)”, citando informações dos serviços secretos e documentos encontrados em Gaza como prova.


Em outubro de 2024, as Forças de Defesa de Israel nomearam Al Sharif como um dos seis jornalistas de Gaza que alegavam ser membros do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina, citando lista de pessoas que, segundo Tel Aviv, concluíram cursos de formação.


A Al Jazeera afirmou que o ataque foi uma “tentativa desesperada de silenciar vozes em antecipação à ocupação de Gaza”. Entre os outros jornalistas mortos estavam Mohammed Qreiqeh, Ibrahim Zaher e Mohammed Noufal.


Com a Agência Brasil

 
 
 

Comentários


cvv.jpg
image_url=https___imageproxy.youversionapi.com_640x640_https___s3.amazonaws.com_static-you
Chamada Sons da Rússia5.jpg

Uma publicação de Mídia Express 
Comunicação e Comércio Ltda.Rua Eduardo Luiz Gomes, 188, Centro, Niterói, Estado do Rio, Cep 24.020-340

jornaltodapalavra@gmail.com

A equipe

Editor Executivo: Luiz Augusto Erthal. Editoria Nacional: Vanderlei Borges. Editoria Niterói: Mehane Albuquerque. Editor Assistente: Osvaldo Maneschy. Editor de Arte: Augusto Erthal (in memoriam). Financeiro: Márcia Queiroz Erthal. Circulação, Divulgação e Logística: Ernesto Guadalupe.

Os conceitos emitidos nas matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal. As colaborações, eventuais ou regulares, são feitas em caráter voluntário e aceitas pelo jornal sem qualquer compromisso trabalhista. © 2016 Mídia Express Comunicação.

  • contact_email_red-128
  • Facebook - White Circle
  • Twitter - White Circle
bottom of page