Brasil de Bolsonaro piora no ranking mundial da corrupção


Do discurso anticorrupção do governo de Jair Bolsonaro (PL) à realidade, vai uma distância que acaba de ser mensurada pela Transparência Internacional, ao divulgar nesta terça-feira o ranking mundial da corrupção. Diferente do discurso bolsonarista, o Brasil, sob o comando do ex-capitão Jair Bolsonaro, perdeu mais duas posições no ranking.

Entre 180 países avaliados, o Brasil ocupou a 96ª colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) em 2021. Em 2020, estava na 94ª posição. Quanto melhor a posição no ranking, menos o país é considerado corrupto. As informações são do portal g1.

Em uma escala que vai de 0 a 100 pontos, o Brasil atingiu 38 pontos, a terceira pior nota da série histórica.

O desempenho brasileiro ainda ficou abaixo da média global (43 pontos), dos países da América Latina e do Caribe (41 pontos) e das nações que integram o G20 (66 pontos).

Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia (os três com 88 pontos) aparecem com as maiores pontuações no relatório da Transparência Internacional, seguidos da Noruega, Singapura e Suécia (85 pontos).

O Brasil está “estagnado em um patamar muito ruim em relação à percepção da corrupção no setor público”, apontou o relatório, destacando que ações do governo federal, do Congresso Nacional e do Judiciário “levaram a retrocessos no arcabouço legal e institucional anticorrupção do país”.

“O Brasil está passando por uma rápida deterioração do ambiente democrático e desmanche sem precedentes de sua capacidade de enfrentamento da corrupção”, destacou Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil.

A organização destaca ainda que, nos últimos anos, vem denunciando o enfraquecimento do combate à corrupção, diante das falas antidemocráticas de Bolsonaro.

Foi analisado também o relatório final da CPI da Covid com pedidos de indiciamentos, pela prática de diversos crimes, do presidente da República, de seus filhos, ministros e auxiliares. As relações criadas entre o governo e o Congresso, por intermédio do “orçamento secreto”, também foram consideradas.

Para completar sua análise, a entidade apontou que a falha no combate à corrupção prejudica os direitos humanos. Em 2021, 17 ativistas da causa foram assinados no Brasil.

“A corrupção é indutora de violações e ativa um ciclo vicioso no qual os direitos e liberdades são erodidos, a democracia perde fôlego e o autoritarismo ganha espaço”, disse Nicole Verillo, gerente de Apoio e Incidência Anticorrupção da Transparência Internacional - Brasil, acrescentando ainda: “Portanto, a luta contra a corrupção não é um mero detalhe quando se fala em direitos humanos. É uma luta imperativa para garantir direitos.”

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