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Brasil e Rússia discutem infraestrutura interbancária independente

  • há 12 minutos
  • 3 min de leitura

 Maria Laura da Rocha e Maxim Reshetnikov / Foto: Embaixada da Rússia no Brasil
 Maria Laura da Rocha e Maxim Reshetnikov / Foto: Embaixada da Rússia no Brasil

Uma nota à Imprensa do Itamaraty na semana passada dava divulgação à 13ª Reunião da Comissão Intergovernamental Brasil–Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica (CIC), realizada no dia 25 de maio, em Brasília, copresidida pela Secretária-Geral das Relações Exteriores, Embaixadora Maria Laura da Rocha, e pelo Ministro do Desenvolvimento Econômico da Federação da Rússia, Maxim Reshetnikov.


O foco era a ampliação do comércio bilateral, desenvolver projetos conjuntos e fortalecer a coordenação em plataformas internacionais, como o BRICS, o G20 e a ONU, conforme as informações dogoverno brasileiro.


No entanto, matéria publicada nesta segunda-feira (1/6) pela TV BRICS, da Rússia, parceira do jornal TODA PALAVRA, trazia uma informação nova sobre os entendimentos da semana passada entre os dois países, divulgada pelo governo russo: Brasil e Rússia estão trabalhando na criação de uma infraestrutura interbancária independentes.


O tema não é novo entre países do BRICS, que defendem a criação de meacnismos para reduzir a dependência do dólar e de intermediários ocidenteais alternativos ao sistema SWIFT. Contudo, esta é a primeira vez que os dois países tratam especificamente de um sistema bilateral para facilitar as suas transações comerciais sem o uso do dólar.


"O objetivo atual é a diversificação e a expansão da gama de fornecimentos. Também precisamos melhorar a qualidade do comércio, introduzindo produtos complexos e tecnologicamente avançados com alto valor agregado. Devemos desenvolver ainda mais uma infraestrutura interbancária bilateral independente e reduzir as barreiras comerciais", disse Maksim Reshetnikov, de acordo também com um comunicado feito pela Embaixada russa no Brasil em sua conta no X.


Ainda segundo a Embaixada, "as partes discutiram a expansão do fornecimento de equipamentos especializados, projetos conjuntos nas áreas espacial e de energia nuclear pacífica, e a cooperação no âmbito do BRICS"

.

De acordo com informações do governo russo divulgadas pela TV BRICS, os países também pretendem ampliar o fornecimento de fertilizantes minerais. As partes também planejam simplificar os procedimentos de registro de medicamentos e reconhecer mutuamente os certificados de Boas Práticas de Fabricação (GMP, na sigla em inglês), que estabelecem padrões para a produção e o controle de qualidade no setor farmacêutico.


Além disso, a cooperação deverá abranger ainda pesquisas científicas e tecnológicas conjuntas.


Também foi destacado o interesse brasileiro na aquisição de derivados de petróleo e gás natural liquefeito da Rússia, bem como na ampliação da cooperação nas áreas espacial e de tecnologia da informação. Segundo Rechetnikov, a participação de produtos de alta tecnologia no comércio bilateral tenderá a crescer nos próximos anos.


"A obtenção de resultados práticos — a criação de novas unidades produtivas, cadeias de suprimentos sustentáveis, cooperação tecnológica e expansão do comércio bilateral — contribuirá para a resiliência das economias, o crescimento econômico, o desenvolvimento dos negócios e, naturalmente, para a qualidade de vida dos cidadãos de nossos países", afirmou.


Em 2025, o comércio entre o Brasil e a Rússia alcançou quase US$ 11 bilhões (mais de R$ 55 bilhões). As exportações brasileiras superaram US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões), enquanto as importações ultrapassaram US$ 9 bilhões (mais de R$ 45 bilhões). Uma parcela relevante desse intercâmbio está concentrada no setor agroindustrial.


No período, a Rússia respondeu por 26% do fornecimento de fertilizantes minerais e diesel ao Brasil. Já as exportações brasileiras de carne e café registraram crescimento de 45% e 73%, respectivamente, em relação ao ano anterior.


A reunião deu continuidade à implementação dos acordos firmados durante a VIII Reunião de Alto Nível de Cooperação, realizada anteriormente em Brasília sob a liderança do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e do primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.


Com informações da TV BRICS e da Embaixada da Rússia no Brasil

 
 
 
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