Brasil registra primeira morte pela variante ômicron


(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Nesta quinta-feira (6), o Brasil registrou a primeira morte pela variante ômicron do coronavírus. A fatalidade foi confirmada pela prefeitura de Aparecida de Goiânia, cidade da região metropolitana da capital de Goiás. A vítima é um homem de 68 anos, portador de doença pulmonar crônica e hipertensão arterial, que estava internado em uma unidade hospitalar daquele município. Ele estava vacinado com três doses.

Especialistas afirmam que o principal benefício das vacinas é evitar que a covid-19 evolua para quadros graves, mas ressaltam que, mesmo quem já foi vacinado, pode ser infectado e transmitir a doença, sobretudo quando há altos índices de contaminação. Entre os grupos mais vulneráveis, como idosos e imunodeprimidos, há risco - ainda que pequeno - de que a infecção evolua para quadros graves ou óbito. Por isso, os especialistas lembram que a aceleração da vacinação é a estratégia para frear a contaminação e, por consequência, impedir o aumento de mortes pela covid-19.

Identificada pela primeira vez na África do Sul, a nova cepa do coronavírus é apontada como a principal responsável pelo aumento de casos de covid-19 em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a cepa pode ser menor grave, mas não pode ser classificada como "leve".

92% dos testes confirmados

A variante ômicron já representa 92,6% dos testes positivos para detecção de covid no Brasil, segundo levantamento feito por laboratórios do país divulgado nesta quinta-feira. Na versão anterior do mesmo estudo, lançado em 29 de dezembro, a cepa aparecida com predominância de 31,7%.

O novo trabalho, realizado no período de 26 de dezembro a 1º de janeiro, foi coordenado pelo ITpS (Instituto Todos pela Saúde) em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular.

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