Brasil tem 1º caso de varíola dos macacos confirmado


(Reprodução)

O primeiro caso de varíola dos macacos (monkeypox) no país foi identificado nesta quarta-feira (8) em São Paulo. O paciente é um homem de 41 anos que veio da Espanha e apresenta dores e lesões na pele. Ele está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista. A informação foi revelada pelo G1.

Em nota, a Secretaria de Saúde não confirma o caso e diz que as amostras de sangue ainda estão em análise pelo Instituto Adolfo Lutz, referência em sequenciamento genômico. Ainda segundo a nota, o paciente apresentou dores no corpo e febre, em 28 de maio.

Entretanto, conforme o G1, fontes ligadas ao Palácio dos Bandeirantes informam que o caso está confirmado.

Casos suspeitos

Mais cedo, o Ministério da Saúde havia informado a existência de um caso suspeito na capital paulista, mas não deu detalhes. Informou ainda a existência de outros oito casos suspeitos no Brasil, sendo que um já foi descartado, no Ceará. Conforme informado pela Sala de Situação da Monkeypox, do ministério, entre os demais casos suspeitos, cinco são do sexo masculino, com idades entre 15 e 51 anos, e três do feminino, entre 25 e 27 anos. Há dois casos sob monitoramento em hospitais.

A Sala de Situação tem por objetivo divulgar orientações para resposta a casos dessa doença no Brasil, bem como direcionar as ações de vigilância quanto à definição de caso, processo de notificação, fluxo laboratorial e investigação epidemiológica no país.

Patrícia Carvalho, integrante do comando da sala, disse nesta quarta-feira (8), durante uma webinar promovida pelo ministério, que, entre os oito casos suspeitos, dois encontram-se em Santa Catarina, nos municípios de Blumenau e Dionísio Cerqueira. Outros dois estão sob acompanhamento em Rondônia. “Trata-se de um casal de Rio Crespo (RO)”, disse.

Há, ainda, um caso suspeito em Pacatuba (CE); um em Porto Alegre; e um em Corumbá. Segundo Patrícia, o caso suspeito em Corumbá “é de um boliviano, que encontra-se internado e está sendo acompanhado no Brasil”.

“Dos casos suspeitos, três têm históricos de viagem para fora do Brasil”, acrescentou ela referindo-se a pessoas que vieram de Portugal, Argentina e Bolívia.

Até o momento, existe aumento de casos confirmados em pelo menos 31 países. O número está em 1.077 casos, sendo a maior parte em países onde a doença é endêmica, localizados no continente africano.

As autoridades sanitárias orientam sobre a importância de se notificar, o quanto antes, casos suspeitos que apresentem sinais e sintomas como febre, erupção cutânea e adenomegalia (espécie de íngua). Como a transmissão pode ser por fluidos corporais, gotículas ou materiais contaminados, sugere-se o uso de máscaras e a lavagem de mãos como ações preventivas.

Histórico

A varíola dos macacos foi descoberta pela primeira vez em 1958, quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colônias de macacos mantidos para pesquisa. O primeiro caso humano dessa variante foi registrado em 1970 no Congo. Posteriormente, foi relatada em humanos em outros países da África Central e Ocidental.

A varíola dos macacos ressurgiu na Nigéria em 2017, após mais de 40 anos sem casos relatados. Desde então, houve mais de 450 casos relatados no país africano. Entre 2018 e 2021, foram relatados sete casos de varíola dos macacos no Reino Unido, principalmente em pessoas com histórico de viagens para países endêmicos.


Com informações da Agência Brasil

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