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Cármen Lúcia será relatora de inquérito das fake news sobre enchentes no RS

  • 11 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmén Lúcia será a relatora do inquérito que apura mentiras e fake news sobre as enchentes do Rio Grande do Sul.


O procedimento foi instaurado nesta quarta-feira (8) pela Polícia Federal (PF), por determinação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.


Entre os investigados estão o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e o influenciador Pablo Marçal, que postaram conteúdos falsos levantados pela PF.


A decisão de abrir o inquérito ocorreu após o comandante militar do Sul, o general Hertz Pires do Nascimento, destacar os impactos causados pelas fake news, em reunião de emergência com ministros realizada no Palácio do Planalto.


O pedido para a abertura de investigação foi feito pela Secretaria de Comunicação da Presidência ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.


O ministro-chefe Paulo Pimenta informou que as notícias falsas envolvem ações dos governos federal, estaduais e municipais sobre o trabalho de resgate e a recuperação da região.


Mais de 1,4 milhão de pessoas no estado foram prejudicadas pelos temporais, que chegaram a atingir a média esperada para cinco meses em algumas partes do Rio Grande do Sul.


De acordo com reportagem do UOL, em sessão na Câmara de Deputados na última quarta-feira (8), ao menos sete deputados bolsonaristas usaram seu tempo de fala no plenário para reproduzir desinformação sobre as enchentes que atingem o Rio Grande.


Dentre eles, o deputado Filipe Martins (PL-TO) afirmou que caminhões com donativos estavam sendo barrados a caminho do RS por exigência de notas fiscais, o que é falso. Além disso, o deputado disse ainda que estava sendo exigida documentação de pilotos e embarcações de voluntários que atuam nos resgates a vítimas da enchente. A desinformação também foi reproduzida pelos deputados Coronel Assis (União-MT) e Gilvan da Federal (PL-ES) . A alegação já foi exaustivamente desmentida pelo governo do RS.

 
 
 

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