Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump


(Fotos Públicas)

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta quarta-feira (13) o impeachment do presidente Donald Trump por incitação à violência, que terminou com a invasão do Capitólio e morte de cinco pessoas na última quarta-feira (6).

No total, 232 congressistas votaram a favor do impeachment – incluindo dez votos de membros do partido de Trump, o Partido Republicano. Foram 197 votos contrários ao impeachment.

Donald Trump é o primeiro presidente dos EUA a ter dois processos de impeachment aprovados pela Câmara dos Representantes. No impeachment aprovado nesta quarta-feira (6), Trump foi acusado de incitar à violência no episódio de invasão ao Capitólio, em que cinco pessoas acabaram mortas.

O primeiro pedido de impeachment acusou Trump de abuso de poder e obstrução do Congresso, mas ele acabou absolvido no Senado.

"Trump deve ir [embora]. Ele é um perigo claro e presente para a nação que todos amamos'', afirmou a presidente da Câmara, Nacy Pelosi, que pediu a republicanos e democratas que "consultassem suas almas" antes de definirem o voto. Em seguida, invocou Abraham Lincoln e a Bíblia, implorando aos legisladores que mantivessem seu juramento de defender a Constituição e o país contra todos os inimigos, "estrangeiros e domésticos".

Trump acompanhou a votação da Casa Branca, pela TV. Antes da sessão na Câmara, mudando de comportamento, Trump pediu que, caso as pessoas decidissem se manifestar, o fizessem "sem violência, sem violação da lei e sem vandalismo de qualquer tipo".

Do lado de fora da Câmara, a polícia manteve afastado do Capitólio um grupo de manifestantes contrário ao presidente Donald Trump.

Senado: improvável

Depois de ter a aprovação da Câmara, o processo de impeachment segue agora para o Senado, que pode optar por confirmar o afastamento ou por absolver o presidente.

É improvável, porém, que o Senado se reúna antes do dia da posse do presidente eleito Joe Biden, marcada para a próxima quarta-feira (20), para votar a remoção de Trump da presidência. Esta seria também a vontade de Biden, que, segundo a imprensa americana, acha que ideal seria que o processo de impeachment sofresse uma pausa no Senado. Assim, não poria em risco os planos para combater a pandemia do novo coronavírus e seus reflexos na economia americana.

Diferente do que aconteceu em fevereiro de 2020, quando foi absolvido pelo Senado, Trump desta vez enfrentaria o impeachment enfraquecido após perder a tentativa de reeleição.

Nunca um presidente americano teve o impeachment aprovado no Senado. Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara e foram absolvidos pelos senadores. Diferente da Câmara, que precisa de maioria simples, no Senado, é necessário maioria de dois terços para destituição do presidente.

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