Cúpula da PGR quer investigação sobre ameaça às eleições


Augusto Aras, procurador-Geral da República (Foto: Rousinei Coutinho/SCO/STF)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, foi cobrado nesta terça-feira (13) da abertura de uma investigação sobre as acusações do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eletrônico de votação do país e ameaça às eleições presidenciais de 2022.

Cinco subprocuradores que integram o Conselho Superior do Ministério Público Federal pediram nesta terça-feira (13), em representação, que Aras, considerado um aliado de Bolsonaro, avalie se as falas do presidente não configuram abuso de poder de autoridade e atentam contra a normalidade das eleições 2022.

"Há ameaça à própria realização do processo eleitoral por parte de quem exerce um cargo público de elevada envergadura constitucional, urge a atuação investigatória do Ministério Público Eleitoral, nos termos do art. 127 da Constituição Federal, com vistas a identificar e prevenir condutas potencialmente nocivas às eleições e, pois, ao regular funcionamento do Estado Democrático de Direito”, diz o texto, citado pelo G1.

Assinam a representação os subprocuradores José Adonis, Mario Bonsaglia , Luiza Frischeisen, Nicolao Dino e Jose Elaeres Teixeira.

Na quinta-feira passada, em mais um de seus ataques à democracia, Jair Bolsonaro ameaçou a realização das eleições de 2022. Em conversas com apoiadores na porta do Palácio do Alvorada, Bolsonaro voltou a fazer acusações sem provas sobre o processo eleitoral e a defender o voto impresso. “Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, ameaçou.

300X350px_Negra.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg
728X90px (2).gif