Campeão no Rio-2016 ganha bronze no salto com vara


(Gaspar Nóbrega/COB)

Campeão olímpico na Rio 2016, o paulista Thiago Braz conquistou nesta terça-feira (3) medalha de bronze na prova de salto com vara na Olimpíada de Tóquio. O atleta de 27 anos obteve como melhor salto 5,87m. A disputa aconteceu no Estádio Olímpico de Tóquio, na capital Tóquio.

Inicialmente, Thiago superou a marca de 5,55m. Em seguida, o sarrafo subiu para 5,70m e 5,80m, até chegar aos 5,87m, superando 5,82m que havia sido o melhor salto na temporada (Vídeo a seguir). O paulista foi eliminado na luta pelo ouro quando o sarrafo chegou em 5,92m, pois não foi possível ultrapassá-lo.

O sueco Armand Duplantis levou a medalha de ouro, fixando os 6,02m. E o norte-americano Christopher Nilsen ficou com 5,97m.

Ao final da prova, Thiago contou que torceu contra o sueco Duplants para não quebrar o seu recorde olímpico. Duplantis tentou subir o sarrafo para 6,19m para bater o recorde mundial, que é dele mesmo. Mas errou as três tentativas e, com isso, também não conseguiu superar a marca de 6,03m estabelecida por Thiago na final do Rio-2016, quando conquistou a medalha de ouro.

"Ele que me perdoe, mas eu queria que meu recorde permanecesse", disse Thiago, sorridente, logo após a prova.

Alison leva bronze histórico

Esta foi a segunda medalha conquistada pelo atletismo brasileiro em Tóquio. A primeira ficou no peito do paulista Alison dos Santos, o Piu, na prova de 400 metros com barreiras. Aos 21 anos, ele atingiu a marca de 46s72.

Foi a final olímpica dos 400m com barreiras mais rápida da história, e o Brasil colocou um representante entre os melhores do mundo. Com a marca que cravou na pista japonesa, o brasileiro teria sido campeão em todos os Jogos Olímpicos já realizados.

Natural de São Joaquim da Barra (SP), Piu chegou ao Japão como uma das principais promessas de medalha do atletismo nacional após uma temporada de evolução constante, em que quebrou cinco vezes o recorde sul-americano, inclusive na semifinal dos Jogos Olímpicos (47s31). E repetiu o feito nesta terça-feira.

Alison largou na raia 7, ao lado do norueguês Karsten Warholm, que ditou o ritmo da prova e quebrou seu próprio recorde mundial, com 45s94. O americano Rai Benjamin ficou com a prata, com 46s17.

“Foi uma prova louca, uma prova muito forte, uma prova histórica, em que fizeram o que achavam que era impossível, quebrar a barreira dos 46s. Três atletas correram abaixo de 47s, a prova mais rápida da história, e eu fico muito feliz de estar fazendo parte disso. É a segunda vez que tenho essa sensação. Em uma etapa da Diamond League, ele quebrou o recorde mundial, e eu literalmente vi o recorde ser quebrado na minha frente. Hoje eu estava aqui. Poder assistir e fazer parte disso é incrível. Quando você está correndo não tem noção do tempo que vai fazer, mas eu sabia que a prova estava muito forte e que eu estava brigando para fazer um bom tempo, correr rápido, fazer história, quando eu olhei o telão e vi o resultado, eu sabia que tinha feito minha melhor marca, fiquei muito feliz por isso”, afirmou o corredor, que foi cumprimentado pelo ex-corredor Félix Sanchéz, bicampeão olímpico e uma lenda dessa prova.

Piu foi um dos muitos inúmeros atletas nacionais afetados pela pandemia. Ele ficou mais de um ano sem competir depois de testar positivo para covid-19. Mas em 2021, conseguiu retomar a evolução que vinha mostrando desde 2019 e que culminou com o resultado em Tóquio.

Outros resultados do atletismo brasileiro

No arremesso de peso, o catarinense Darlan Romani conquistou nesta terça-feira (3) vaga na final na Olimpíada de Tóquio. Ele arremessou a 21,31m, 11 centímetros a mais que o necessário para avançar na competição. O atleta de 30 anos ficou com o segundo melhor desempenho da classificatória do Grupo A.

A prova final será realizada nesta sexta-feira (6) às11h05 (horário de Brasília), no Estádio Olímpico de Tóquio. Romani é o recordista sul-americano no arremesso do peso e ocupa a 11° colocação do ranking mundial da história da modalidade esportiva.

Na prova de 110 metros com barreira, na quarta bateria, o mineiro Rafael Pereira conseguiu avançar às semifinais. Apenas os quatro primeiros colocados seguiam na corrida pelo pódio e o brasileiro ficou na terceira posição, com o tempo de 13s46. Ele vai concorrer às semifinais ainda nesta terça-feira, ás 23h16 (horário de Brasília).

Já o brasileiro Eduardo de Deus não conseguiu ir adiante. O paulista, de 25 anos, foi o oitavo colocado na bateria 5, com o tempo de 13s18. O mesmo aconteceu com o carioca Gabriel Constantino, que foi o quinto colocado na bateria 1. Constantino alcançou o tempo de 13s55.


Com informações do Comitê Olímpico Brasileiro


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