Caos no RJ: chuvas deixam ao menos sete mortos e dois desaparecidos
- 14 de jan. de 2024
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Sete pessoas morreram e duas estão desaparecidas até o momento, depois das fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Rio na noite de sábado (13/1) e madrugada deste domingo (14/1).
Em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte da capital, um homem morreu soterrado sob escombros depois que a casa onde morava deasabou. Em Acari, na Rua Matura, uma mulher foi encontrada sem vida, vítima de afogamento. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um homem também morreu afogado. Em São João de Meriti, a vítima sofreu uma descarga elétrica e não resistiu. Os corpos ainda não foram identificados.
Em Belford Roxo, equipes do Corpo de Bombeiros contam com a ajuda de cães farejadores para encontrar uma mulher que desapareceu depois que o carro onde estava foi arrastado pelo Rio Botas.
Também há registro de uma criança desaparecida em Ricardo de Albuquerque.
Mortos nas chuvas deste sábado e madrugada de domingo no Rio:
1 mulher - Rua Maturá, em Acari (vítima de afogamento)
1 homem - Rua Moraes Pinheiro, em Ricardo de Albuquerque (vítima de soterramento)
1 mulher - Rua General Rondon, em Nova Iguaçu (vítima de afogamento)
1 homem - Rua Neuza, em São João de Meriti (vítima de uma descarga elétrica)
1 homem - Rua Pinto Duarte, em São João de Meriti (vítima de afogamento)
1 homem - Passarela da Bernardino de Melo, em Comendador Soares (vítima de afogamento)
1 homem - Rua Parecis, em Belford Roxo (vítima de afogamento)
Risco permanece alto
Nas últimas 24h, o Corpo de Bombeiros atendeu a mais de 150 ocorrências relacionadas às chuvas em todo o território fluminense. A maioria dos chamados são para salvamentos de pessoas, inundações/alagamentos, cortes de árvores e desabamentos/deslizamentos.
O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) está acompanhando as condições meteorológicas e os níveis pluviométricos em todo o território fluminense, enviando alertas para os municípios quando necessário.
O Centro de Operações Rio informou que a cidade está com 25 bolsões d'água, 17 pontos de alagamentos e cinco quedas de árvores. Segundo o COR, a Defesa Civil Municipal acionou 29 sirenes em 16 comunidades do Rio. Os sinais foram ouvidos a partir da 00h30, em função do elevado acumulado pluviométrico no período de uma hora. Os pontos de apoio foram abertos pelos agentes comunitários de Defesa Civil e os moradores devem se dirigir aos abrigos dessas localidades.
O risco de inundações e alagamentos continua alto ou muito alto na capital, nas Regiões Metropolitana, Serrana, Sul, Noroeste, Costa Verde e na Baixada Fluminense. No restante do Estado, o risco é baixo a moderado. O risco de deslizamentos e desabamentos é alto ou muito alto na capital, nas Regiões Metropolitana, Serrana, Sul, Costa Verde e na Baixada Fluminense.
Efeitos desastrosos
Reprodução / Redes Sociais
O temporal causou inundações, queda de árvores e problemas no trânsito. Em cidades da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias e Belford Roxo, ou em Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana II, regiões ficaram debaixo d'água.
Na Praça de Pedágio do km 102, em Duque de Caxias, a pista foi interditada por 3h na subida da serra de Petrópolis, na Região Serrana, devido aos alagamentos e riscos de deslizamento. No sentido de descida para Rio, o trânsito fluiu normalmente. Nas proximidades da Reduc, um bolsão d'água causaou retenção no tráfego.
A Prefeitura de Duque de Caxias informou que alagamentos ocorreram em quatro distritos e 14 sirenes tocaram. Equipes da Defesa Civil do município atuam nos pontos afetados e não há registros de famílias desabrigadas ou desalojadas.
Em Niterói e São Gonçalo, bairros ficaram inundados e sem energia elétrica. Niterói segue em estágio de alerta, depois de registrar recorde histórico em volume de chuva. Em São Gonçalo, a prefeitura informou que o município se encontra em estágio de atenção desde quinta-feira (11/1), quando caiu o primeiro temporal. Algumas regiões da cidade estão sem luz há mais de 24 horas.
Batalhão inundado
As instalações do 9° BPM (Rocha Miranda), no bairro de Honório Gurgel, na Zona Norte, foram inundadas. Os prejuízos ainda estão sendo levantados pelo comando da unidade, mas já se sabe que os carros estacionados aguardando serviços de manutenção, carros particulares e algumas das instalações do batalhão foram afetados.
No Rio, o prefeito Eduardo Paes usou as redes sociais para pedir às pessoas que evitem sair de casa se não houver necessidade e pediu também aos motoristas que não usem a Avenida Brasil. A via precisou ser interditada por conta dos bolsões d'água. O prefeito informou que os problemas são alarmantes nos bairros Irajá, Anchieta e Pavuna, Zona Norte da cidade. Segundo elel, o excesso de pessoas na rua atrapalha a ação dos agentes públicos.
"Não usem a Avenida Brasil nessa manhã. Via interditada! Evitem deslocamentos! Excesso de pessoas na rua atrapalha a ação dos agentes públicos! O pessoal que tá na região da Pavuna, Irajá, Zona Norte e Bacia do Rio Acari, é evitar ao máximo qualquer tipo de deslocamento agora pela manhã. Tem muito trabalho a ser feito ali, a chuva concentrou muito nessa região. Faço um apelo para que a população evite grande deslocamentos pela cidade, especialmente nessa área", alertou Paes.
Metrô opera parcialmente
Reprodução / Redes Sociais
Em Acari, as estações da Linha 2 do Metrô foram afetadas. De acordo com a concessionária, o alto volume de água impossibilitou a abertura completa do sistema. Sendo assim, as estações Pavuna, Engenheiro Rubens Paiva, Acari, Fazenda Botafogo e Coelho Neto estão temporariamente fechadas.
O MetrôRio informou que opera provisoriamente na linha 2 entre as estações Colégio e General Osório/Ipanema.
"As equipes de manutenção estão mobilizadas para atuar, após o escoamento da água, e restabelecer o mais breve possível o sistema metroviário", finaliza a nota.
Trens da SuperVia
A estação Osvaldo Cruz da SuperVia está fechada para embarque e desembarque. A circulação de ônibus na cidade também foi afetada por conta do temporal. Segundo o RioÔnibus, as linhas 300, 362, 369, 378, 388, 392, 393, 394, 397, 665 é 771 são as mais prejudicadas devido ao transbordamento do rio Acari.
"Os consórcios, em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes, estão trabalhando para buscar soluções que viabilizem a operação dessas e de outras linhas, até que tudo retorne à normalidade", diz a nota.
Hospital municipal ficou às escuras
Reprodução / Redes Sociais
O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, um dos bairros mais atingidos, ficou sem luz durante a madrugada deste domingo (14/1). Dos 447 leitos, 283 estavam ocupados na hora do temporal.
O subsolo do hospital, onde estão localizados a garagem e setores operacionais e de manutenção, ficou totalmente inundado. A energia do prédio foi desligada por segurança e todos os aparelhos de suporte à vida passaram a operar com baterias próprias.
Segundo a secretaria de Saúde, pacientes foram acompanhados de perto pelos profissionais de saúde. Durante a madrugada, a Secretaria Municipal de Conservação enviou equipes e máquinas para drenar a água do subsolo e fazer a limpeza da área externa e, no meio da manhã, a energia estava restabelecida na maior parte do hospital.
Concursos adiados
Um concurso de bolsistas na área de saúde da Prefeitura do Rio, que seria realizado neste domingo (14/1), foi adiado, assim como uma prova da Faetec.
Cidade seguem em 'Estágio 4'
O município do Rio entrou no Estágio 4 às 02h45 deste domingo (14/1), devido aos elevados acumulados pluviométricos em 24 horas. Além disso, diversas ocorrências estão em andamento e provocam impactos na rotina da cidade.
O Estágio 4 é o quarto nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências graves impactam a cidade ou há incidência simultânea de diversos problemas de médio e alto impacto em diferentes regiões.













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