Carlos 02 recebe selo 'informação falsa' do Instagram


Vereador Carlos Bolsonaro, filho 02 do presidente (Foto: Agência Brasil)

O Instagram decidiu inserir o selo de "informação falsa" em duas postagens feitas pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) na rede social. O filho 02 do presidente da República publicou trecho de discurso de Lula, afirmando que o ex-presidente "deu" para Bolívia refinarias de petróleo, e justificando assim a alta no preço do gás de cozinha no governo do pai. No entanto, as mesmas refinarias foram vendidas por R$ 622 milhões em 2007.

A plataforma também informou que "outros verificadores" já haviam caracterizado o conteúdo como fake news.

A postagem era proveniente de um trecho do seminário "Bolívia: 10 anos de transformações políticas, étnicas e sociais" de 2015, no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comenta sobre o processo de nacionalização de instalações estrangeiras pelo governo da Bolívia.

Entretanto, o trecho foi manipulado de forma estratégica, e recebeu o título de "Acredite se quiser. Lula confessa que deu refinaria da Petrobras para Bolívia".

Segundo o portal G1, o vídeo também foi analisado pela agência Aos Fatos, a qual afirma que a informação é falsa, explicando que "as refinarias da Petrobras na Bolívia foram vendidas por US$ 112 milhões [R$ 622 milhões] em 2007".

"O acordo para a venda das refinarias da Petrobras em 2007 encerrou uma crise entre o Brasil e a Bolívia após o recém-empossado governo de Evo Morales ordenar, em 2006, a ocupação de instalação da petrolífera e de outras empresas estrangeiras, como Repsol, British Gas, British Petroleum, Total, a fim de nacionalizá-las."

Porém, o vereador usou o vídeo para afirmar que o ex-presidente havia dado as refinarias, e escreveu na legenda do post que "[...] fazem de tudo para destruir as fontes de renda do povo, aumentam impostos, priorizam outros países com seu dinheiro e estrategicamente unidos culpam quem zerou o imposto do gás de cozinha".

Após receber o primeiro selo do Instagram, o vereador, apontado em investigação no Supremo Tribunal Federal como um dos comandantes do "gabinete do ódio", postou o vídeo novamente, e recebeu o mesmo bloqueio de "informação falsa" pela rede social.

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