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Castro: vice por acaso, governador por enquanto


Vice-governador Cláudio Castro assumiu o governo interinamente, mas também é investigado (Reprodução)

Quando lançou sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro, o quase desconhecido ex-juiz Wilson Witzel teve dificuldade para encontrar um nome para ser seu vice. Diante da dificuldade de achar alguém com uma base política estabelecida, acabou aceitando o nome escalado pelo presidente do PSC, Pastor Everaldo: o cantor gospel Cláudio Castro, então vereador de primeiro mandato tendo apenas um currículo de segundo escalão na política fluminense como ex-chefe de gabinete, por 12 anos, do deputado estadual Márcio Pacheco (PSC), o primeiro denunciado no esquema das rachadinhas na Alerj que viria depois revelar também o atual senador Flávio Bolsonaro.

O processo de impeachment que está em curso na Alerj contra Witzel pode fazer de Castro governador do Rio de Janeiro até o fim do mandato em 2022. Ou não. O vice-governador que assume o caso também é investigado e foi alvo de busca e apreensão em seu endereço, por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, o mesmo que determinou o afastamento de Witzel por 180 dias e a prisão do pastor Everaldo.

Ao assumir interinamente o governo na tarde desta sexta-feira, Cláudio Castro divulgou uma nota em que lamenta os acontecimentos e diz estar à disposição para colaborar com as investigações. E diz que "conduzirá o Estado com transparência e responsabilidade para que a economia e os cidadãos não sejam afetados e reitera a importância do respeito ao cumprimento do devido processo legal, pilar da democracia".

Em caso de afastamento ou prisão de Castro, quem deve assumir o governo do estado é o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, a quem caberia convocar novas eleições. O presidente atualmente é o deputado André Ceciliano, investigado e também alvo de mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira.

Se os três – governador, vice-governador, e presidente da Alerj – forem afastados do cargo, quem assume é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, atualmente o desembargador Claudio de Mello Tavares, que convocaria eleições extraordinárias para governador.


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