Centrão quer bolsa de R$ 600 para melhorar imagem de Bolsonaro


(Reprodução)

As recentes pesquisas eleitorais, mostrando a pior avaliação do governo (53% de reprovação) e o derretimento da pré-candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), acenderam a luz vermelha entre os aliados do governo. A ponto de o Centrão pressionar por aumento do recém criado Auxílio Brasil em substituição ao Bolsa Família. Segundo informações do Globo, Valdemar Costa Neto, que comanda o partido escolhido por Bolsonaro para concorrer à reeleição em 2022, defende, nos bastidores, o aumento do benefício de R$ 400 para R$ 600.

Os aliados de Bolsonaro defendem que esta seria a única saída possível para fazer o presidente voltar à corrida eleitoral de 2022 de forma competitiva.

A alternativa do Centrão, porém, não teria o aval do ministro da Economia, Paulo Guedes. Em outubro, ele ameaçou deixar o ministério quando Bolsonaro afirmou que elevaria o valor do Auxílio Brasil para R$ 400, o que provocou uma debandada na equipe econômica.

General "bobão"

Em se tratando de imagem, há ainda uma outra questão, e esta refere-se ao próprio Centrão e a um dos aliados mais próximos do presidente: o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que, recentemente, tentou se retratar com os políticos do Centrão, recuando da postura que teve na campanha de 2018, quando foi filmado cantando “se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão”.

“Eu fiz uma brincadeira com o Centrão. A partir daí, fiquei carimbado, criou-se o estigma de ser contrário ao Centrão e que o Centrão só tinha mau elemento. Isso não tem nada a ver”, declarou o general.

Na semana passada, contudo, Valdemar Costa Neto deixou claro que o recuo valeu de nada e opinou dizendo que o general é um "bobão".

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