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Centro de Cidadania LGBT de Niterói ganha nome de Paulo Gustavo


Foto: Divulgação/GovRJ

O ator Paulo Gustavo ganhou mais uma homenagem nesta segunda-feira (17/5), quando é celebrado o Dia Internacional contra a LGBTfobia. Na ocasião, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, por meio da Subsecretaria de Promoção, Defesa e Garantia dos Direitos, mudou o nome do Centro de Cidadania de Niterói, que passou a se chamar Centro de Cidadania LGBT Paulo Gustavo.


O tributo, que contou com a presença de amigos do ator, aconteceu no próprio Centro e seguiu todos os protocolos sanitários para evitar a propagação da Covid-19. O ator, roteirista, apresentador e defensor da causa LGBT, faleceu no último dia 4 de maio, aos 42 anos, vítima do novo coronavírus.


Estiveram presentes o estilista e coordenador do projeto Escola de Divines, Almir França, o representante do movimento GDN Grupo Diversidade Niterói, Eula Rochard, a coordenadora do Centro de Cidadania LGBT Caxias, Sharlene Rosa, e a coordenadora do Centro de Cidadania LGBT Niterói, Renata Castelo.

O Centro de Cidadania LGBT é fruto de um trabalho da Secretaria em parceria com prefeituras locais. Ao todo são 11 centros espalhados por todo o Estado, oferecendo apoio jurídico, psicológico e social para a comunidade LGBT. Em 2020, a unidade de Niterói realizou 1.399 atendimentos.

Paulo Gustavo nasceu em Niterói no dia 30 de outubro de 1978 e fez da cidade cenário de seus projetos, como por exemplo o filme "Minha Mãe é uma Peça", onde imortalizou a personagem "Dona Hermínia".

Projeto de Lei em São Gonçalo prevê reconhecimento de nome social


Ainda na segunda-feira (17/5), o vereador de São Gonçalo, Romário Regis, apresentou um projeto de lei que garante o reconhecimento do uso social de transexuais nos equipamentos de serviços públicos da prefeitura.


Para o parlamentar, mais importante que textos e reflexões sobre as lutas da comunidade LGBTQI+, o importante é realizar ações concretas que possam trazer impactos positivos para essa população.


"Para além de só fazer uma reflexão ou colocar uma arte aqui no Facebook, apresentei um Projeto de Lei sobre o tema. [...] Agora o projeto tem que passar pela comissão de redação e justiça e direitos humanos para ser enfim votado em plenário. Minha contribuição nessa data é apresentar um projeto de lei para que travestis e transexuais possam usar seus nomes sociais em todos os serviços da administração pública", disse o parlamentar em sua rede social.


Para ter validade, o texto ainda precisa ser aprovados nas Comissões de Constituição e Justiça e Direitos Humanos e pela maioria dos vereadores da Câmara durante votação em plenário. Caso seja aprovada pelo poder legislativo, o texto será enviado para sanção ou veto do prefeito Capitão Nelson (PL).