CGU diz que Bolsonaro não tirou férias, 'trabalhou na praia'


(Reprodução)

A Controladoria Geral da União (CGU) afirmou nesta terça-feira (20) que o presidente Jair Bolsonaro gastou 2,3 milhões, mas não estava de férias entre 18 de dezembro e 5 de janeiro quando viajou para São Paulo e Santa Catarina.

Para justificar o que chamou de gastos "fora do local costumeiro", a CGU diz que o presidente "trabalhou na praia". Os esclarecimentos sobre a viagem de fim de ano foram prestados na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

A entidade de controle do governo Federal responsável por realizar atividades relacionadas à defesa do patrimônio público disse que Jair Bolsonaro não passou o comando do país ao vice-presidente Hamilton Mourão, e trabalhou normalmente durante o período que deixou o Planalto.

"O presidente da República despachou diariamente com todos seus ministros e assessores e também só nesse período assinou um decreto sete medidas provisórias, sancionou seis projetos de lei. Então, só por aí a gente entende que o presidente da República não estava de férias, ele estava a trabalho no local fora do local costumeiro, onde ele realiza as suas atividade", sustenta a CGU.

A CGU respondeu ainda que quem não estivesse satisfeito com a explicação, que tentasse aprovar uma lei no Congresso "proibindo" o presidente de sair do Palácio do Planalto.

Ele também relatou que, no cartão corporativo, 70% dos gastos foram com hospedagem, porque com a pandemia da Covid-19, os seguranças ficaram em quartos separados.

Vale lembrar que diversos deputados questionaram os gastos de Jair Bolsonaro após o anúncio de que teriam sido gastos cerca de R$ 2,3 entre os dias 18 de dezembro e 5 de janeiro.

O deputado Kim Kataguiri questionou a justificativa de férias, afirmando que o presidente "não anda com uma medida provisória a tiracolo". "Viagem ao Guarujá durante o Ano Novo não é pra despachar, me desculpe senhor ministro, mas é férias", observou o parlamentar.

Os gastos de Bolsonaro e equipe somaram cerca de R$ 2,3 milhões, incluindo os dispêndios com cartão corporativo e com as aeronaves que levaram o presidente e sua equipe aos dois Estados. Nas viagens, o presidente curtiu a praia e causou aglomeração nas águas ao se aproximar de banhistas. Na época, ele foi bastante criticado por viajar para a praia quando país registrava cerca de 200 mil mortes pela Covid-19.

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