Chefe de gabinete de Flávio recebeu R$ 196 mil em espécie


Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) continua enrolado na "rachadinha" (Foto; Tânia Rego/Agência Brasil)

O coronel-aviador da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) Miguel Ângelo Braga Grillo recebeu R$ 196 mil depositados em dinheiro vivo em sua conta bancária. Coronel Braga, como é conhecido, é chefe de gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) desde quando ele era deputado estadual na Alerj e iniciou o esquema da "rachadinha", segundo o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Homem de confiança de Flávio e também do presidente Jair Bolsonaro, Braga teve o seu sigilo quebrado em virtude da investigação do MP-RJ sobre a rachadinha. Os depósitos em espécie se referem aos anos de 2012, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018. A sua primeira nomeação como chefe de gabinete de Flávio ocorreu em dezembro de 2007, no mesmo ano em que o subtenente da Polícia Militar Fabrício Queiroz também foi nomeado como assessor. A segunda nomeação ocorreu em 2019, já com Flávio senador.

O nome de Miguel Ângelo Braga Grillo apareceu publicamente pela primeira vez na denúncia do empresário Paulo Marinho, que o apontou como sendo a pessoa que recebeu a informação antecipada de um delegado da Polícia Federal, para passar a Flávio, sobre uma operação que iria expor a movimentação financeira operada por Fabrício Queiroz no clã Bolsonaro. A informação foi passada, segundo o empresário, logo após o primeiro turno das eleições de 2018. Se a operação tivesse sido vazada para a imprensa, certamente teria interferido tanto na eleição presidencial como na posse de Flávio como senador.

Como funcionário dos Bolsonaros, o coronel Braga foi avalista da loja de chocolates de Flávio, investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro.

Segundo relatório do antigo Coaf, Queiroz fez movimentações financeiras atípicas, envolvendo cerca de R$ 7 milhões entre 2014 e 2017.

O MP-RJ já disse ter encontrado indícios de que o filho de Jair Bolsonaro lavou dinheiro desviado dos cofres públicos com compra de dezenas de imóveis em vários pontos do Rio e em uma loja de chocolates, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

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