Chegam da China insumos para novas doses de CoronaVac


(Foto: Reprodução)

O Instituto Butantan recebeu um novo lote de insumos vindos da China para a produção da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac em parceria com o Butantan. A carga chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos por volta de 7h30 desta quarta-feira (10). Esse é o segundo lote que o Brasil recebe neste ano após início das distensões do governo do presidente Jair Bolsonaro com a China comunista.

O lote tem 5,6 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) e essa matéria-prima permitirá a produção de mais de 8,7 milhões de doses do imunizante, que serão destinadas ao Plano Nacional de Imunizações (PNI), informa Agência Brasil.

Na quarta-feira da semana passada, 5,4 mil litros de IFA foram recebidos em São Paulo da mesma fornecedora, suficientes para a produção de 8,6 milhões de doses da vacina Coronavac.

Em 2020, o Instituto Butantan recebeu seis lotes com insumos da vacina. O primeiro lote com 120 mil doses chegou ao Brasil no dia 19 de novembro. O segundo carregamento, com 600 litros a granel do insumo, correspondente a um milhão de doses, desembarcou em 3 de dezembro. Com dois milhões de doses, a terceira remessa foi recebida em 18 de dezembro. Na véspera de Natal (24), São Paulo recebeu a maior carga: 5,5 milhões de doses. Em 28 de dezembro, chegou o quinto lote da vacina com 500 mil doses. E em 30 de dezembro, um novo lote com 1,5 milhão de doses da CoronaVac chegou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A previsão do Butantan é receber, até abril, o total de insumos necessários para produção de 46 milhões de doses da vacina. Até a manhã desta quarta-feira (10), o estado de São Paulo tinha imunizado 1.020.106 pessoas contra a Covid-19. No Brasil, foram vacinas cerca de quatro milhões de pessoas.

AstraZeneca no Brasil

Na semana passada, o primeiro carregamento para a produção da vacina da AstraZeneca/Oxford contra a Covid-19 no Brasil, com cerca de 90 litros de insumos, chegou da China em um avião que aterrissou no Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, a matéria-prima é suficiente para produzir 2,8 milhões de doses da vacina.

A carga deveria ter chegado ao Brasil em janeiro, mas sofreu atrasos em função de problemas políticos do governo brasileiro com o da China. Segundo o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) receberá mais dois carregamentos com insumos ainda em fevereiro, nos dias 23 e 28.

O inoculante da AstraZeneca/Oxford obteve a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso emergencial em 17 de janeiro de 2020, junto com a CoronaVac.

A produção nacional do imunizante será no Centro de Produção de Antígenos Virais do Bio-Manguinhos/Fiocruz, no Rio.


Com a Sputnik

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