China defende Estado Palestino e se opõe à anexação de territórios por Israel
- há 4 horas
- 3 min de leitura

Por Bruno Falci
(Do Brasil de Fato)
Pequim (China) - A China reafirmou, por meio de seu porta-voz Lin Jian, seu compromisso com a defesa da criação do Estado Palestino e sua postura contra a ocupação israelense. Durante a declaração oficial, Lin Jian reiterou que Gaza e Cisjordânia são territórios palestinos ocupados, e a solução de dois Estados continua sendo a única forma viável de resolver o conflito entre Israel e Palestina de maneira justa e duradoura.
“Gaza e a Cisjordânia são partes inalienáveis do território palestino. A solução de dois Estados é a forma fundamental de resolver a questão palestina” disse Lin Jian.
O porta-voz ainda destacou que a China tem se oposto consistentemente à construção de assentamentos ilegais e à tentativa de anexação desses territórios por parte de Israel, considerando essas ações como uma violação do direito internacional e um obstáculo ao processo de paz.
“A China se opõe à construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados e a qualquer tentativa de anexar ou invadir o território palestino, minando assim a base política da solução de dois Estados,” afirmou Lin Jian, destacando a necessidade de uma solução pacífica e justa para ambas as partes.
Assentamentos ilegais: um obstáculo à paz
Atualmente, mais de 250 assentamentos israelenses ocupam a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, com aproximadamente 600 mil colonos israelenses vivendo nessas áreas, de acordo com dados da ONU. Essa expansão contínua de assentamentos dificulta ainda mais a criação de um Estado Palestino soberano, além de representar uma violação direta das Convenções de Genebra, que proíbem a transferência de civis da potência ocupante para o território ocupado.
Lin Jian afirmou que a China se opõe à construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados e a qualquer tentativa de anexação ou invasão de território palestino, sublinhando que tais ações minam a base política da solução de dois Estados. A expansão de assentamentos contribui para a fragmentação do território palestino, tornando impossível a criação de um Estado palestino coeso e viável.
A intensificação do genocídio: a devastadora situação em Gaza
A situação humanitária em Gaza tem se agravado dramaticamente desde outubro de 2023, refletindo a intensificação do genocídio contra o povo palestino, que já perdura por mais de 75 anos. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde Palestino, desde o início do último conflito em outubro de 2023, aproximadamente 72 mil palestinos perderam suas vidas e mais de 172 mil ficaram feridos devido aos ataques militares israelenses.
Esse genocídio histórico, que se manifesta na ocupação israelense, limpeza étnica, e violência sistemática, tem resultado na morte de milhares de civis palestinos, sendo que quase 30% dos mortos são crianças, evidenciando a brutalidade e a natureza indiscriminada da violência. Além disso, mais de 100 mil palestinos foram deslocados de suas casas devido à destruição massiva causada pelos ataques, agravando ainda mais a crise humanitária na região.
O bloqueio israelense continua a dificultar o acesso a ajuda humanitária, medicamentos essenciais e suprimentos básicos, como alimentos e água potável, deixando a população em condições extremas. A falta de acesso à assistência médica e ao abastecimento básico tem agravado ainda mais a situação, criando um ciclo de sofrimento e desesperança para os habitantes de Gaza.
A comunidade internacional tem chamado atenção para a urgência de uma intervenção humanitária, enquanto as respostas políticas continuam a ser ineficazes. A luta pela autodeterminação da Palestina e pelo fim da ocupação israelense permanece como uma questão central em busca de uma paz duradoura e justa para a região.






