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China rebate EUA: 'Resolvemos no diálogo, não convidando lobos'

  • 1 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

(Foto: Nhac Nguyen)

Neste sábado (1º), no fórum anual Diálogo Shangri-La, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, tentou redirecionar a atenção de seu discurso para a ameaça da China na Ásia-Pacífico, e tirar o foco dos conflitos na Ucrânia e Faixa de Gaza, que estão ainda mais tensionados no momento.


De acordo com a Reuters, há uma preocupação crescente de que o foco de Washington em Kiev e seu o apoio à guerra de Israel em Gaza, tenha desviado a atenção do Indo-Pacífico, uma região que, segundo o secretário de Defesa norte-americano, "é prioridade".


"Apesar destes confrontos históricos na Europa e no Oriente Médio, o Indo-Pacífico continua a ser o nosso teatro de operações prioritário", disse Austin no seu discurso, que parecia ter como objetivo sublinhar o legado da administração Biden na região, acrescentou a mídia.


Austin também disse os Estados Unidos mantêm há muito tempo a sua presença nesta região porque "[...] deixe-me ser claro: os EUA só podem estar seguros se a Ásia estiver segura", afirmou.

"[...] a resolução pacífica de disputas [acontece] através do diálogo e não da coerção ou do conflito. E certamente não através da chamada punição", disse Austin, atacando a China, escreve a agência britânica.


Cerca de US$ 8 bilhões (R$ 41,9 bilhões) em financiamento dos EUA são reservados para combater o país asiático no Indo-Pacífico, como parte da lei de financiamento suplementar aprovada pelos legisladores.


Em resposta, o tenente-general chinês Jing Jianfeng disse que a estratégia Indo-Pacífico dos EUA pretendia "criar divisão, provocar confrontos e minar a estabilidade".


"Isso serve apenas aos interesses geopolíticos egoístas dos EUA e vai contra a tendência da história e as aspirações compartilhadas dos países regionais pela paz, pelo desenvolvimento e pela cooperação vantajosa para todos", disse Jing, vice-chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da Comissão Militar Central da China.


Algumas autoridades norte-americanas dizem que Pequim se tornou mais encorajada nos últimos anos, lançando recentemente o que descreveu como exercícios de "punição" em torno de Taiwan.


Pequim vê Taiwan como uma província renegada que pertence por direito à China no âmbito da política de Uma Só China. A ilha autogovernada não declarou formalmente sua independência, mas afirma já ser, mantendo laços próximos a países ocidentais, principalmente os EUA.


Filipinas

As Filipinas estão no centro de uma intensificação da luta pelo poder entre Washington e Pequim.

Ainda durante seu discurso, Austin disse que o assédio enfrentado por Manila era perigoso, e reiterou que o tratado de defesa mútua dos EUA com as Filipinas era rígido. O secretário afirmou que o objetivo é que as tensões entre Pequim e Manila não saiam do controle.


"A América continuará a desempenhar um papel vital no Indo-Pacífico, juntamente com os nossos amigos em toda a região que compartilhamos e com os quais nos preocupamos tanto", disse Austin.

Jing, o general chinês, respondeu que estas alianças contribuíram para a instabilidade, e foi duro em sua resposta.


"É natural que os vizinhos briguem por vezes, mas precisamos de resolver divergências através do diálogo e da consulta, em vez de convidar lobos para entrar na nossa casa e brincar com fogo", afirmou o militar chinês.


Fonte: Agência Sputnik

 
 
 

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