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Cidade de Gaza: moradores se recusam a deixar a região sob ordens de Israel


(Getty Images)
(Getty Images)

Mesmo após o anúncio de Israel sobre a criação de uma nova "zona humanitária" em Khan Younis, no sul do enclave palestino, moradores da Cidade de Gaza afirmam que não pretendem sair de suas casas, informou reportagem da agência Xinhua divulgada neste sábado (6). Os relatos apontam que os locais designados já estão superlotados.


"Querem que a gente vá para um lugar sem condições, lotado e sem recursos. Não temos dinheiro para transporte ou tendas. As pessoas estão esgotadas e passando fome", disse Samer Abu Samra, pai de quatro filhos, à Xinhua.


Conforme a reportagem, moradores também relataram que a experiência prévia do deslocamento é motivo suficiente para resistir diante da falta de segurança.


"Só nos resta a vida, mas a fuga significaria perder também a dignidade", afirmou Umm Mohammed Jaber. Já Om Alaa Abu Ajwa, que montava uma tenda perto da praia de Gaza, disse à Xinhua ter decidido retornar: "No sul, a vida se tornou impossível. Preferimos morrer em nossa cidade do que em barracas sem água nem comida".


Estimativas de ativistas locais citados pela agência apontam que cerca de 80% da população da Cidade de Gaza optou por não sair.


Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram a criação de uma nova "zona humanitária", alegando que o espaço, dotado de infraestrutura básica, garantirá a entrada de alimentos, medicamentos e abrigo.


Nas últimas semanas, Israel ampliou os bombardeios na região, atingindo prédios residenciais. Na sexta (5), as forças israelenses demoliram a torre Mushtaha, de 13 andares, no oeste da cidade, justificando que o Hamas utilizava o edifício para atividades de inteligência. A administração do prédio negou, afirmando que o local abrigava apenas civis deslocados desde 2023.


Já neste sábado, caças israelenses destruíram a torre al-Sousi, de 15 andares, provocando danos severos em imóveis e comércios vizinhos.


O Hamas classificou os ataques como parte de uma "política sistemática de deslocamento" e reiterou sua adesão à proposta de cessar-fogo de 60 dias apresentada por Catar e Egito em 18 de agosto. Até o momento, a guerra israelense travada na região já provocou a morte de mais de 64 mil palestinos.


Da Sputnik Brasil, parceira do TODA PALAVRA

 
 
 

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