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Cientista compara terremoto na Turquia a 130 bombas atômicas


(Reprodução)

O terremoto que ocorreu na noite de segunda-feira na Turquia é inferior à devastação de agosto de 1999, quando mais de 17 mil pessoas morreram, mas sua potência é semelhante a 130 bombas atômicas, disseram cientistas turcos. Também houve grandes destruições em várias regiões da Síria, tendo os tremores sido sentidos ainda na capital libanesa, Beirute.


De acordo com os últimos dados, o terremoto de magnitude 7,8 matou mais de 4.300 pessoas, além de deixar milhares de pessoas feridas. Ao menos 2.316 pessoas morreram na Turquia, de acordo com a agência de desastres turca. Já na Síria, as autoridades somam 1.300 mortos.


Há, ainda, 700 mortes em áreas controladas por rebeldes, de acordo com os Capacetes Brancos, grupo formado por voluntários da Defesa Civil Síria, organização acostumada a realizar resgates de sobreviventes em edifícios atingidos por ataques aéreos durante a guerra civil que já dura 12 anos no país.


"O terramoto foi sentido em 8-10 províncias. Estamos falando de uma falha de cerca de 180 quilômetros de extensão, que passa exatamente ao longo da linha da falha Oriental da Anatólia. Este é o terremoto mais forte desde o ocorrido em 17 de agosto de 1999", declarou Haluk Ozener, diretor do Centro de Pesquisas Sísmica Kandilli, ao DHA.


Ele alertou que os tremores secundários podem continuar por muito tempo e pediu para as pessoas não entrarem nos prédios danificados pelo terremoto.


Por sua vez, o geofísico Ahmet Ercan afirmou ao portal de notícias Duvar que é possível que os tremores secundários continuem por mais 2-3 anos. "A potência do terremoto é semelhante à de 130 bombas atômicas", sublinhou. Ele descartou a possibilidade de um terremoto no mar de Mármara em um futuro próximo.


Com a Agência Sputnik

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