Ciro a Carlos Bolsonaro: "libélula deslumbrada"
- 24 de fev. de 2020
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"Libélula deslumbrada. Nós aqui no Ceará somos e seremos o pior pesadelo de sua família de canalhas, milicianos e peculatários corruptos. Quanto dinheiro roubado o (Fabrício) Queiroz (ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro) depositou na conta da mulher de seu pai, o canalha maior?

Foi com esse trator verbal que o ex-ministro Ciro Gomes entrou no Twitter e passou por cima de Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, o "número três", conforme a denominação que lhe foi dada por seu pai, Jair Bolsonaro. A resposta violenta de Ciro veio como reação a uma postagem venenosa do filho do presidente neste domingo (23), na rede social, contra o senador Randolfo Rodrigues (Rede) e o próprio Ciro.
A postagem de Carlos seguia o tom debochado com que ele e seus irmãos - o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro - vêm tratando o atentado contra a vida do senador Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro, praticado na quarta-feira (19) por policiais amotinados na cidade de Sobral, no Ceará. Cid foi baleado duas vezes no peito após dirigir uma retroescavadeira contra o portão de entrada do batalhão da PM na cidade, onde sublevados tentavam impedir a entrada de outros policiais dispostos a cumprir suas tarefas.
Em sua postagem, Carlos faz menção a um vídeo em que Randolfe se solidariza com Ciro: "'Vambora', Ciro. Já estou indo para Sobral, me espera aí!", diz Randolfe no vídeo, em cima de um trator. "(Randolfe) quer passar por cima de crianças e mulheres com o pessoal do nariz nervoso e lambedor de beiço do Ceará".
Cid deixa hospital
Na manhã deste domingo o senador Cid Gomes teve alta e deixou o hospital Monte Klinikum, de Fortaleza. Ele dará continuidade em casa ao tratamento com antibióticos e fisioterapia respiratória. As duas balas que o atingiram no atentado de Sobral permanecerão alojadas em seu corpo - uma no pulmão e outra na clavícula esquerda - por decisão da equipe médica, que optou por não intervir para retirá-las.
Até o momento os atiradores que balearam Cid Gomes não foram identificados pela polícia federal e pela delegacia de homicídios do Ceará, que investigam o caso.









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