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Ciro: Moro enriqueceu na Lava Jato e 'não diz quanto ganhou'


(Fotos Públicas)

Para o líder do PDT e pré-candidato a presidente, Ciro Gomes, o ex-juiz Sergio Moro ajudou a quebrar a Odebrecht propositalmente durante a Operação Lava Jato para depois trabalhar na recuperação com a "multinacional norte-americana". A multinacional, no caso, é a empresa de consultoria estadunidense Alvarez & Marsal, que teve Moro como sócio no ano passado.

Em entrevista para José Luiz Datena, Ciro Gomes soltou diversas flechadas de críticas sobre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), entretanto, a maior delas recaiu sobre o ex-juiz e agora presidenciável, Sergio Moro.

O presidenciável do PDT afirmou que Moro se beneficiou financeiramente dos julgamentos que conduziu no âmbito da Lava Jato, no tempo em que atuava em Curitiba.

Ciro insinuou que Moro ajudou a quebrar a empresa propositalmente para depois trabalhar com quem administrou o processo falimentar da companhia. Ele cobrou que o ex-juiz divulgue o quanto ganhou do escritório americano Alvarez & Marsal e mencionou a investigação em curso no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o caso.

“Moro encheu o bolso de dólar e agora está sendo investigado e não diz o quanto ganhou. Por que ele não diz? Por que ele não explica que foi trabalhar para uma multinacional americana, cuja a sede é em Nova Iorque, e ele foi trabalhar em Washington?”, disse Ciro.

Em dezembro do ano passado, o TCU determinou que o escritório Alvarez & Marsal revele quanto pagou ao ex-juiz depois que ele deixou a empresa, em outubro, para iniciar carreira na política (Podemos).

Não é a primeira vez que Ciro faz declarações inflamadas sobre Moro. No final de dezembro, o ex-governador do Ceará disse que Sergio Moro era "estepe para o fascismo" e que não queria debater com ele "porque é corrupto".

'Só com autorização de Moro ou ordem judicial'

Nesta terça-feira (25), a consultoria estadunidense informou que “não tem qualquer problema” em revelar o valor do salário do ex-juiz Sergio Moro, desde que ele autorize a divulgação ou haja uma ordem judicial determinando que os valores sejam revelados.

"A A&M não tem qualquer problema em revelar os valores do contrato. Contudo, a cláusula de confidencialidade só permite que seja feita com a concordância da outra parte ou com uma ordem judicial de quebra de sigilo. Não depende da A&M a divulgação dos honorários de Moro”, disse a Alvarez & Marsal em nota enviada ao site Poder 360.

Na quinta-feira (20), o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), retirou o sigilo de todos os documentos referentes ao processo sobre os valores recebidos pelo ex-juiz a partir de quando foi contratado pela consultoria norte-americana, que é administradora judicial da construtora Odebrecht.

Segundo a tabela de pagamentos feitos à Alvarez & Marsal no Brasil como administradora judicial, 75% deles são provenientes de empresas quebradas pelas investigações da Lava Jato, que tinha Sergio Moro como juiz principal, na 13ª Vara Federal de Curitiba. O total de valores recebidos dessas empresas foi de R$ 42 milhões.

Em uma entrevista ao Estadão, Moro disse que iria revelar o quanto recebeu ao apresentar seu imposto de renda e declarar o patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Eu vou revelar meu salário, vou apresentar meu imposto de renda, declarar todos meus ganhos”, afirmou.



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