Ciro: operação da PF esteve a serviço do 'bolsonarismo boçal'

Atualizado: 17 de dez. de 2021


O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, voltou a declarar nesta quinta-feira (16) que a operação de busca e apreensão da Polícia Federal na casa dele foi orquestrada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e que a PF esteve "claramente a serviço do bolsonarismo boçal". "Eu vou partir para cima desses canalhas e o canalha-chefe chama-se Jair Messias Bolsonaro", disse Ciro Gomes.

Em entrevista à rádio CBN, o ex-ministro classificou a operação como uma "aberração" e argumentou que mandados de busca e apreensão são medidas cautelares e que teriam que ocorrer na época dos fatos investigados - entre 2011 e 2012. "O que justifica um mandado de busca e apreensão escandaloso como esse, dez anos depois, se não o esforço de lesão de imagem e de ferir a minha autoridade moral?", questiona Ciro, destacando que a licitação do estádio Castelão foi uma concorrência internacional e o preço do edital foi reduzido em R$ 100 milhões. "Seria a primeira vez que alguém cobraria propina para escolher a proposta mais vantajosa para o estado, retirando um valor como este", apontou.

Em outra entrevista, ao portal UOL, o presidenciável do PDT disse que o juiz Danilo Vasconcelos, que autorizou a deflagração da operação, é “notório” no Ceará não por seus saberes jurídicos, mas por “aberrações” que teria praticado no âmbito da Justiça Federal.

“Outro dia mandou prender o funcionário do Detran porque ele não conseguiu entrar no sistema nacional para fazer transferência de um carro.”

“Outro dia absolveu aqui um cidadão que o MP representou por defesa do holocausto e por dizer que a pandemia é produto dos judeus. Ele absolveu assumindo a defesa, dizendo que ele também pensa assim”, comentou Ciro.

Ciro ameaçou representar contra o juiz no Conselho Nacional de Justiça. Mas pediu aos advogados “para fazer um pedido de reconsideração. Se ele [juiz] tiver sido induzido em erro, terá sua oportunidade de corrigir. (…) Se o seu juiz, entretanto, mantiver sua arbitrariedade, eu vou representar contra sua excelência no CNJ ainda nesta semana.”

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de Ciro Gomes e do irmão dele, o ex-governador do Ceará e atual senador Cid Gomes. Além disso, o juiz quebrou os sigilos bancário e fiscal de Ciro e Cid entre 2009 a 2014. O sigilo telefônico dos dois também foi quebrado.

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