Cláudio Castro é surpreendido por 'caça-fantasmas'

Atualizado: 17 de ago.

A primeira manhã de campanha do governador-candidato Cláudio Castro foi marcada por uma crítica bem humorada, porém, não menos ácida. Um grupo de manifestantes, vestidos como personagens dos filmes da franquia 'Caça-Fantasmas', percorreu a área externa do Palácio Guanabara, sede do governo fluminese, em busca dos 20 mil servidores que ocupam cargos secretos criados pelo governo no Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores do Rio de Janeiro (Ceperj).

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O grupo, que chegou em um carro também caracterizado, levava um fantasma inflável no bagageiro. Depois do Palácio Guanabara, os caça-fantasmas seguiram para a sede do Ceperj, em Botafogo — que atualmente é alvo do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) — onde ergueram o 'pixuleco' e vasculharam o local 'em busca dos servidores'.

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Cláudio Castro é investigado pela criação de cargos fantasmas no Ceperj em troca de apoio político nas eleições. Os servidores sacavam salários em espécie, na boca do caixa, mas não cumpriam funções.


No dia 3 de agosto, a Justiça do Rio determinou que o Estado parasse de remunerar as mais de 18 mil pessoas contratadas pelo Ceperj com pagamentos na boca do caixa, ordem bancária, ou por meio de recibo de pagamento autônomo (RPA).


De acordo com o MPRJ, R$ 288 milhões foram gastos com pessoal e o montante poderia chegar a R$ 615 milhões até o fim do ano.


No projeto social Casa do Trabalhador o mesmo esquema está sendo investigado. Há indícios de que lá foram criados, ao menos, nove mil cargos fantasmas.


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