Clubes de futebol do Rio pedem pelo retorno

Dentre os clubes da série A do Carioca, apenas Botafogo e Fluminense não assinaram. Veja na íntegra a nota emitida pela FERJ pedindo o retorno dos treinos


Por Eduardo Gomes



Foto: fferj.com.br


A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) realizou uma reunião com os representantes dos doze clubes da Série A do Campeonato Carioca, onde decidiram por maioria de votos que desejam retornar com as atividades paulatinamente, iniciando-se pelos treinamentos, tal como algumas equipes de outros estados já o fizeram.


Mesmo com alguns clubes tendo tido casos de funcionários contaminados com o Covid-19, tendo algumas mortes sido registradas, dez das doze equipes assinaram o documento, tendo apenas os presidentes de Botafogo e Fluminense não concordado com o retorno nesse momento.


Veja na íntegra o texto da nota emitida pela federação:


NOTA DE ESCLARECIMENTO
Os clubes abaixo assinados vêm a público declarar e esclarecer:
1 – Por inúmeros motivos os clubes signatários desejam retornar as suas atividades o mais breve que lhes for possível e permitido e estão prontos para reiniciar, em primeira fase, tão somente os treinamentos, de forma responsável, restrita, reduzida, sob vigilância, sem aglomerações ou presença de público e em obediência a um rigoroso protocolo médico de normas e procedimentos imperativos, sempre comprometidos com a preservação da integridade da saúde de todos os envolvidos e também em atenção às medidas de prevenção e combate à disseminação da COVID-19.
2 – Ressaltam que mesmo afirmando estarem preparados para reiniciar suas atividades em poucos dias, se assim o for permitido, entendem e cumprem, integralmente, as determinações das autoridades governamentais e de saúde.
3 – Reafirmam que tais atividades, sob a rigorosa vigilância e exigências estabelecidas situam-se em posição infinitamente inferior ao risco de exposição e disseminação da COVID-19, em se tratando de comparações com inúmeras outras atividades e segmentos que se encontram já em franca atividade.
4 – Esclarecem que no momento o esporte em si reveste-se de menor importância, frente a relevância social da sobrevivência de centenas de famílias dependentes do futebol que já se encontram sofrendo os impactos da escassez de alimentos, desemprego e ausência de salários e proventos.
5 – Respeitosamente, submetem aos governantes e autoridades, para conhecimento e análise, com todo rigor técnico e científico, inclusive para modificações que julgarem pertinentes, as condições propostas e constantes do protocolo médico elaborado e que segue em anexo a este documento.
Rio de Janeiro, 7 de maio de 2020.






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