Colômbia elege 1º presidente de esquerda do país

Atualizado: 20 de jun.


Gustavo Petro e Francia Marquez, primeira mulher negra vice-presidente da Colômbia (Reprodução)

Os colombianos elegeram neste domingo (19) seu novo presidente. Pela primeira vez na história, o país será governado por um presidente de esquerda e terá uma mulher negra, Francia Marquez, na Vice-presidência. Gustavo Petro, de 62 anos, um economista que promete profundas reformas sociais, derrotou o empresário excêntrico e populista Rodolfo Hernández, de 77, que fez uma campanha focada no combate à corrupção apesar de enfrentar investigações por irregularidades. Com 99% das urnas apuradas, Petro já vencia por 50,4% a 47,2%. Ele liderou o primeiro turno com 40,35% a 28,1%.

Ex-prefeito de Bogotá e atual senador, Gustavo Petro promete melhorar as condições sociais e econômicas de um país onde metade da população vive em alguma forma de pobreza. Ele é um ex-membro do movimento guerrilheiro M-19 e propôs uma ambiciosa reforma tributária de US$ 13,5 bilhões - equivalente a 5,5% do produto interno bruto da Colômbia - financiada por impostos mais altos sobre os mais ricos.

Logo após a divulgação do resultado, Petro comentou em suas redes sociais: "Hoje é um dia de festa para o povo. Que festeje a primeira vitória popular. Que tantos sofrimentos sejam absorvidos pela alegria que hoje inunda o coração da pátria. Essa vitória é para Deus e para o povo e sua história. Hoje é o dia das ruas e das praças", escreveu.

O resultado oficial, no entanto, será divulgado durante a semana. Uma nova contagem será iniciada na próxima terça-feira (21).

Lula: 'vitória fortalece as forças progressistas'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual candidato à Presidência e líder nas pesquisas - com possibilidade de vitória em primeiro turno -, também usou as redes sociais para felicitar "calorosamente", pela vitória histórica, Gustavo Petro e Francia Marquez (primeira vice-presidente negra da Colômbia - ela nasceu em uma família pobre, foi mãe solteira aos 16 anos e já trabalhou como doméstica; hoje é uma ativista ambiental). Lula ainda destacou que "a sua vitória fortalece a democracia e as forças progressistas na América Latina".


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