Colóquio na Colômbia analisa a obra de Marco Lucchesi
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Por José Messias Xavier
Marco Lucchesi, um dos principais poetas em atividade no mundo, será tema de um novo colóquio internacional, nos dias 21 e 22 de maio, no Instituto de Cultura Brasil e Colômbia (Ibraco), em Bogotá. É o quarto evento de uma série, que analisa a obra de Lucchesi, também romancista, memorialista, ensaísta, tradutor e editor, com dezenas de livros publicados e traduzidos em mais de 20 línguas.
O colóquio na capital colombiana é organizado por Beatriz Miranda Cortês, Federico Bertolazzi e Judite Zamith Cruz. Curadora da obra de Lucchesi, a professora Ana Maria Haddad Baptista, da Universidade Nove de Julho (SP), participará da abertura do evento, junto com a presidente do Ibraco, Beatriz Miranda Cortes.
“Lucchesi ganha cada vez mais protagonismo no cenário literário e intelectual internacional. Sua obra tem pluralidade e vitalidade”, explica Ana Haddad.
O escritor, fluente em 22 idiomas, nasceu no Rio de Janeiro, mas mora em Niterói desde os 8 anos de idade. Presidiu a Academia Brasileira de Letras (ABL) e, hoje, dirige a Fundação Biblioteca Nacional. Sua premiação é tão vasta quanto sua obra, mas destaca-se o Jabuti, em 2003 e 2014, na categoria poesia, e o de tradução, em 2001.
A erudição de Lucchesi é inquestionável. Sua intimidade com os arquétipos criados desde os tempos antigos é impressionante. Na poesia, há muito não se vê, em língua portuguesa, versos tão precisos, sonoros e, ao mesmo tempo, delicados e profundos. Seu amor pela humanidade torna-o uma figura ímpar, quase excêntrica, nesses tempos de ódio, radicalismos, misticismo barato, ignorância e hedonismo irracional.
Salve, Marco Lucchesi. Seja sempre nossa ilha na vastidão desses mares de fúrias e insensatez.













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