Com Lula, Alemanha voltará a financiar Fundo Amazônia
- 2 de nov. de 2022
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Nesta quarta-feira (2), o governo alemão, segunda maior financiador do Fundo Amazônia, declarou que está pronto para retomar sua ajuda financeira para proteger a floresta do desmatamento. As informação é do Globo.
"Em princípio, estamos prontos para liberar os fundos congelados para o fundo de preservação da floresta amazônica", disse um porta-voz do Ministério do Desenvolvimento e Cooperação alemão citado pela mídia.
O fundo tem atualmente US$ 482 milhões (R$ 2,5 bilhões) em recursos congelados desde 2019, quando o então ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles, extinguiu seus comitês gestores sem consultar os países financiadores. Na ocasião, a Alemanha suspendeu um repasse de R$ 155 milhões ao fundo e a Noruega bloqueou o envio de R$ 130 milhões, que já estavam liberados.
Na semana passada, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram uma maioria para que o governo reative o fundo de preservação e desenvolvimento sustentável em até 60 dias.
O anúncio de Berlim segue o da Noruega feito na segunda-feira (31). Após o resultado das eleições, o governo escandinavo anunciou que enviará um negociador, ou até mesmo uma equipe, para tratar com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva o restabelecimento da cooperação para garantir que as taxas de desmatamento sejam reduzidas.
O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e recebeu, até 2019, R$ 3,4 bilhões em doações. O volume maior volume de repasses foi realizado pela Noruega, cerca de 94% do valor, seguida pela Alemanha.
O Fundo Amazônia possui um Conselho, o COFA, que garantia a participação não só do governo, mas também de indígenas, especialistas e ONGs. Desde o início da gestão Bolsonaro, o COFA sofreu alterações que desagradaram os maiores doadores do fundo.










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