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Com mais de 40 mortes, governo Lula reconhece estado de calamidade no RS


(Foto: Governo RS)

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu nesta quinta-feira (7) estado de calamidade pública em 79 cidades do Rio Grande do Sul, em decorrência da passagem de um ciclone extratropical nesta semana. As enchentes causadas pelo ciclone já deixaram 41 mortos, segundo a Rádio Gaúcha.


Em comunicado, a pasta informou que a medida visa agilizar o atendimento da Defesa Civil Nacional e órgãos competentes nas regiões afetadas. Segundo dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 79 municípios foram afetados pela passagem do ciclone, deixando mais de 1,6 mil pessoas desabrigadas, 3 mil desalojadas e mais de 52 mil afetadas de alguma forma.




A passagem do ciclone extratropical já é considerada a pior tragédia natural do estado. Na última quarta-feira (6), por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do MIDR, Waldez Góes, e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, viajaram para as cidades afetadas para verificar a situação e traçar estratégias para o atendimento da população. O primeiro objetivo será restabelecer os serviços essenciais. Em seguida, o foco será a reconstrução de moradias e da infraestrutura afetada.


"O presidente Lula nos garantiu que não faltarão recursos para nenhum município que esteja passando ou tenha passado por qualquer desastre e isso eu reafirmo aqui, sem ter a menor dúvida", disse o ministro Waldez Góes.


Alckmin: ajuda à população

Presidente em exercício Geraldo Alckmin durante reunião com ministros para tratar do RS (Foto: Cadu Gomes/VPR)

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, convocou, na manhã desta sexta-feira (8), reunião no Palácio do Planalto para tratar da situação do Rio Grande do Sul. Representantes de dez ministérios participam do encontro.


Participam do encontro com o presidente em exercício, entre outros, os ministros Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação, José Múcio Monteiro, da Defesa, Nísia Trindade, da Saúde, Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, além do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros.


Ações

O governo federal montou um grupo de crise para atender às necessidades das regiões atingidas. Os ministérios já estão mobilizados em caráter emergencial, para acompanhar e apontar medidas que contribuam para minimizar os impactos dos desastres naturais na região. A determinação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viajou, nessa quinta-feira (7) à Índia para reunião do grupo econômico G20.


Saúde

O Ministério da Saúde enviou dez kits de medicamentos e insumos de assistência farmacêutica, como seringas e soro, para auxílio à população afetada pelo ciclone extratropical. Cada kit tem capacidade para assistir 1,5 mil pessoas durante um mês. Dessa forma, permitirão o atendimento a 15 mil pessoas no período. Além disso, estoques de vacinas estão sendo reforçados.


Na quarta-feira (6), dois técnicos do Programa de Vigilância de Desastres do Ministério da Saúde viajaram ao estado para apoiar ações que reduzam o risco da exposição da população e dos profissionais de saúde a doenças após as enchentes, bem como danos à infraestrutura.


O ministério trabalha em cooperação com os profissionais do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, e enviou profissionais da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de apoiar o estado.


Defesa

O Ministério da Defesa mobilizou 642 militares, oito aeronaves, dez embarcações e cerca de 50 veículos para apoiar a Defesa Civil gaúcha na ajuda às comunidades atingidas pelos temporais.


As ações são coordenadas pela pasta, a partir do Comando Conjunto Taquari, ativado na última quarta-feira (6). Os esforços conjuntos dos militares das Forças Armadas estão concentrados nos municípios do Vale do Taquari, uma das regiões mais atingidas.


As tropas atuam em atividades como busca e resgate de vítimas, transporte de equipes e famílias, triagem e entrega de roupas e alimentos doados, distribuição de água potável e fornecimento de alimentação aos bombeiros e integrantes de outros órgãos que estão em campo. Além disso, equipes da área de engenharia também se revezam para desobstruir vias e retirar entulhos.


As Forças Armadas empregam oito aeronaves, dez embarcações do tipo bote, 26 caminhões, dois veículos do tipo cisterna de água, duas ambulâncias, retroescavadeiras, tratores e 18 viaturas diversas, além de materiais e equipamentos de engenharia, geradores e barracas de campanha.


Em atendimento à solicitação da Secretaria Estadual de Saúde, o Ministério da Defesa enviou nove médicos militares para atuar na regulação pré-hospitalar de urgência, em coordenação com o governo estadual.


As forças trabalham também para instalar dispositivos de acesso à internet nos municípios de Muçum e Roca Sales.


Conectividade

O Ministério das Comunicações e a Telebras estão trabalhando para restabelecer a conectividade nos municípios. O ministério disponibilizou para o estado antenas destinadas à conexão banda larga via satélite. A cidade de Roca Sales voltou a ter os serviços de internet e telefonia.


De acordo com o ministério, são 13 terminais de satélite transportáveis que vão restabelecer as comunicações em locais afetados pelas intensas chuvas. Os equipamentos saíram de Brasília na quarta-feira e chegaram a Canoas na madrugada de quinta (7), transportados em aviões da FAB.


Com a Agência Sputnik e a Agência Brasil


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