Com Pazuello na Saúde, mortes se multiplicaram por 9


Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (Reprodução)

Em maio, no primeiro dia do general Eduardo Pazuello no cargo de ministro interino da Saúde, 14.817 brasileiros já haviam morrido e 218 mil já tinham sido contaminados por Covid-19. Na quarta-feira (16), data em que Pazuello tomou posse como ministro, são 134.174 mortos e 4,4 milhões de casos confirmados, segundo dados oficiais do próprio Ministério da Saúde. O total de vítimas fatais cresceu nove vezes no período e o número de casos da doença, 20 vezes.

A informação é de O Estado de S.Paulo, que ressalta que a primeira ação efetiva de Pazuello no cargo, em maio, foi atender ao pedido do presidente Jair Bolsonaro de recomendar a cloroquina para todos os pacientes de Covid-19.

Em documento divulgado em 20 de maio, o ministério orientou a prescrição da cloroquina desde os primeiros sintomas da doença, apesar de vários estudos terem comprovado a ineficácia do medicamento e a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter recomendado o não uso para tratamento de pacientes com Covid-19.

Na época, o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo dos Estados Unidos entregou ao Brasil 2 milhões de doses de hidroxicloroquina.

Pazuello instituiu um estilo de gestão sem transparência. Ele acabou com as entrevistas coletivas diárias. Desde que havia começado a pandemia no Brasil, em março, o ministério concedia diariamente uma coletiva para a imprensa com números e novas informações necessárias à população sobre o combate à doença.

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