Com preços em alta, Bolsonaro culpa o 'fique em casa'


Os gastos com alimentação estão pesando ainda mais no bolso dos brasileiros e a inflação, de acordo com projeções do Boletim Focus, teve a décima quinta alta semanal consecutiva. O presidente Jair Bolsonaro comentou na manhã desta segunda-feira (23), na porta do Palácio da Alvorada, a subida no preço dos alimentos e disse que o aumento "é uma consequência do fique em casa", referindo-se às medidas restritivas de combate à pandemia.

A alta, puxada por itens de hortifruti, principalmente a batata, a cebola e o tomate, reflete também na cesta básica dos assalariados, já inflacionada nos supermercados desde agosto pelos preços do arroz e do óleo de soja. Segundo o Procon-SP, a cesta básica paulistana passou de R$ 930,19, em setembro, para R$ 949,98, em outubro. O salário mínimo atual é de R$ 1.045 e, pela proposta que o governo enviou ao Congresso, deverá passar para R$ 1.067 em janeiro de 2021.

O Focus, um dos principais boletins econômicos do mercado financeiro no Brasil, apontou nesta segunda-feira (23) que a inflação no país passou de 3,25% para 3,45% na última semana. Este é o décimo quinto aumento consecutivo na projeção para a inflação de 2020.

Há um mês, o índice estava em 2,99%. O mercado também elevou de 3,31% para 3,40% a projeção para a inflação em 2021.

Bolsonaro: 'não está fácil'

Falando a apoiadores em frente ao Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que o preço dos alimentos tem subido "além do normal" e que "a situação não está fácil".

Bolsonaro afirmou que defende a livre iniciativa e a lei da oferta e da procura. Por isso, disse que não reduziria as exportações de soja para ampliar a venda no mercado interno e diminuir os preços.

"Olha, a soja toda tem que ser exportada. Não tem como se consumir tudo aqui dentro. E outra coisa, eu sou da lei da livre iniciativa, oferta e procura. E o mercado é que diz se vai ser vendido mais aqui dentro ou mais lá fora".

Para Bolsonaro, o aumento dos preços "é uma consequência do fique em casa". "Todo mundo aponta pra mim nessa questão dos alimentos. Estamos fazendo o possível para voltar à normalidade", alegou.

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