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Condenados do 8 de Janeiro quebram tornozeleira e fogem do Brasil


Pelo menos dez seguidores do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (2019-2022) condenados ou investigados por participarem de tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 destruíram suas tornozeleiras eletrônicas e fugiram do país, segundo reportagem divulgada nesta terça-feira (14) pelo portal UOL.


Com base em mandados de prisão e depoimentos de parentes, investigadores, amigos e advogados dos suspeitos, o levantamento aponta que pelo menos 51 pessoas têm mandados de prisão em aberto ou fugiram após quebrar as tornozeleiras eletrônicas.


"A reportagem identificou dez pessoas que fugiram para o exterior neste ano pelas fronteiras de SC e RS com destinou à Argentina e ao Uruguai", diz um trecho da matéria.


A maioria dos foragidos já havia sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal a mais de dez anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. Não há alertas públicos da Interpol sobre esses fugitivos, segundo o UOL.


Um dos foragidos é Luiz Fernandes Venâncio, de 50 anos , empresário, de São Paulo, que é réu em ação penal no STF pelos ataques golpistas. Em vídeo gravado na Argentina, ele relata que fugiu do Brasil e que pediu asilo ao governo do ultradireitista Javier Milei, aliado de Jair Bolsonaro (PL).


No dia 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Brasil, milhares de apoiadores de Bolsonaro invadiram violentamente os principais edifícios institucionais de Brasília: o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, sede do o governo.


Imagens de simpatizantes de Bolsonaro destruindo símbolos da República correram os noticiários do Brasil e do mundo. Segundo o STF quase cerca de 2 mil pessoas que estavam acampadas diante de quartéis em Brasília foram encaminhadas à prisão, das quais 775 foram liberadas.


O Supremo Tribunal condenou dezenas de participantes, alguns por crimes como ataque ao Estado Democrático de Direito. Alguns condenados cumprem pena domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.


Em outubro passado, uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos de 8 de janeiro foi concluída com a aprovação do relatório final apresentado pela relatora, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que solicitou o indiciamento de 61 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelos crimes de associação criminosa, violência política, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.


Da Sputnik Brasil

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