Congresso e Supremo decretam luto pelos 100 mil brasileiros

Atualizado: 9 de Ago de 2020


O Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) decretaram luto neste sábado (8) em homenagem aos 100.000 brasileiros mortos pelo novo coronavírus.

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, pediu para as autoridades seguirem a "fé" e a "ciência", e lembrou que todas as vítimas tinham "um nome, uma profissão, projetos e sonhos".

"São 100 mil vidas que certamente deixaram sua marca no mundo e na vida de outras pessoas. São filhas e filhos que não mais estarão com seus pais no dia especial de amanhã. São pais que não terão o que festejar neste domingo", disse o magistrado por meio de um comunicado.

No Congresso, o luto será de quatro dias, enquanto no STF a homenagem durará três dias.

Por meio do Twitter, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a marca era "absurda" e que não "podemos ficar anestesiados e tratar com naturalidade esses números".

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que hoje era "um dos dias mais tristes da história recente" do país.

Nomes da política como o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e o ex-candidato do PDT a presidente Ciro Gomes também se manifestaram sobre a tragédia brasileira. Lula destacou que a "doença foi desprezada por quem deveria cuidar do povo", enquanto Ciro acusou o governo de promover um genocídio. Outro ex-candidato a presidente, Guilherme Boulos (PSOL) criticou que o governo não tinha plano para a crise e nem ministro da Saúde.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, não comentou a marca. O governo não informou se pretende decretar luto. Na quinta-feira (6), ao comentar a crise do coronavírus, Bolsonaro disse que era preciso "tocar a vida".

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