Mundo atinge a marca de 1 milhão de mortes por Covid

Atualizado: 27 de set. de 2020


(Getty Images)

O mundo atingiu hoje (27) a marca de 1 milhão de mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). São mais de 33 milhões de casos confirmados até o momento, sendo que 7,6 milhões estão ativos.

Os Estados Unidos têm os números mais altos da pandemia, tanto em contaminações quanto mortes. São 7,2 milhões de infectados e 209 mil óbitos causados pela doença. O segundo país mais afetado pela pandemia é o Brasil, onde 4,7 milhões de pessoas testaram positivo e 141 mil morreram. A Índia tem 5,9 milhões de casos e  94 mil mortes, enquanto o México registra 726 mil casos e 76 mil óbitos. 

Segundo o levantamento do Worldometer , plataforma que compila os dados da Covid-19 em todo o mundo, há 65 mil pacientes internados em estado grave neste momento. 


Catástrofe brasileira

A postura do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia é considerada catastrófica, segundo especialistas. No dia 24 de março, quando o Brasil chegou a 2.201 casos confirmados e 114 mortes pelo novo coronavírus, o presidente, apesar de todos os alertas mundiais, disse, em rede nacional, se tratar de "uma gripezinha" ou "um resfriadinho".

Entre declarações desastrosas, como a que "parece que está começando a ir embora a questão do vírus" (12 de abril, com 1.223 mortes), "não sou coveiro" (20 de abril, com 4.016 mortes) e "sou Messias mas não faço milagre" (28 de abril, com 5.466 mortes), nesta sexta-feira (25 de setembro), o país ultrapassou 140 mil mortes - segundo o consórcio de veículos de imprensa.

"Chegamos nesse número por um misto de incompetência e negacionismo. Você não consegue combater um problema que você finge que não existe com soluções mágicas e negando tudo o que a ciência tem a oferecer em termos de controle de pandemia", disse ao UOL a doutora em microbiologia pela USP (Universidade de São Paulo) Natália Pasternak.

Para a especialista, ao menos metade das mortes por Covid-19 no país poderiam ter sido evitadas com medidas efetivas de combate à pandemia. "O Brasil foi na contramão do mundo na implementação das medidas preventivas que poderiam ter evitado, pelo menos, metade dessas mortes", afirmou.

Para o médico e professor catedrático da Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA) Miguel Nicolelis, prevalece no Brasil de Bolsonaro um modelo de combate à pandemia em que a busca do lucro está acima da vida humana e da interação do ser humano: "Chegamos aqui pelo total desprezo da biologia e negacionimso científico”, afirmou.

Pesquisadores, considerando as subnotificações, estimam um número de infectados globais de 12 a 15 vezes maior do que os registros oficiais dos governos.

Em 28 de junho, as mortes globais pela Covid-19 ultrapassaram a marca de meio milhão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no momento a média diária de mortes por Covid-19 está acima de 5 mil.


Com IG

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