COP30 propõe taxar jatinhos e super-ricos para o financiamento climático
- Da Redação

- 5 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

A presidência da COP30 anunciou nesta quarta-feira (5) um plano estratégico para mobilizar pelo menos US$ 1,3 trilhão (R$ 7 trilhões) por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento até 2035. O plano propõe a revisão de regras e a taxação de grandes fortunas, jatinhos e bens específicos de setores como moda de alto luxo, tecnologia e militar, para chegar à meta financeira prevista.
O texto, elaborado em conjunto com a presidência da COP 29 do Azerbaijão, enfatiza que essa meta é alcançável mas exigirá esforços significativos tanto de fontes tradicionais quanto da criação de mecanismos financeiros novos e inovadores.
“Precisamos agir, e o momento é agora. Os compromissos climáticos para 2030 e 2035 nos oferecem uma oportunidade rara de transformar promessas em desenvolvimento real e sustentável, protegendo o planeta, gerando empregos, fortalecendo comunidades e garantindo prosperidade para todos”, declarou Mukhtar Babayev, que presidiu a COP29 do Azerbaijão.
Para André Corrêa do Lago, presidente da COP30 do Brasil, este é o início de uma era de transparência no financiamento climático.
“Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, a ação climática precisa estar integrada a reformas econômicas e financeiras concretas. Com as 5Rs, o Mapa transforma a urgência científica em um plano prático de cooperação global e resultados efetivos”, afirmou o presidente da COP30.
A 30ª Conferência da ONU sobre mudanças climáticas começa na próxima segunda-feira (10) em Belém. Como país sede, coube ao Brasil liderar as negociações.
As propostas elaboradas em conjunto com o Azerbaijão estão em um dos documentos mais aguardados do evento, o "roadmap" (mapa do caminho), para reunir recursos para a área climática.
O Mapa do Caminho de Baku a Belém estabelece cinco áreas que serão prioridade:
Reabastecimento de subsídios, financiamento concessional e capital de baixo custo
Reequilíbrio do espaço fiscal e da sustentabilidade da dívida
Redirecionamento de financiamento privado transformador e redução do custo de capital
Reestruturação da capacidade e da coordenação para portfólios climáticos em escala
Reformulação de sistemas e estruturas para fluxos de capital equitativos
Veja a seguir as sugestões para alcançar a meta de US$ 1,3 trilhão..











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