CoronaVac fica fora das vacinas avaliadas pelo governo


(Foto: Sputnik/RFPI e Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya)

O Ministério da Saúde do Brasil informou neste domingo (22) que está se reunindo com cinco laboratórios fabricantes de vacinas contra a Covid-19, entre elas a Sputnik V, da Rússia, para a avaliar a possibilidade de aquisição no futuro.

Os outros laboratórios são: Pfizer/BionTech (EUA/Alemanha), Janssen (EUA), Moderna (EUA) e Covaxin (Índia). Já a farmacêutica chinesa Sinovac, responsável pelo desenvolvimento da CoronaVac - que possui uma pareceria com o Instituto Butantan e o governo do estado de São Paulo -, não foi selecionada pelo ministério. O governo não explicou as razões. O presidente Jair Bolsonaro se posicionou publicamente contra a aquisição da vacina.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse neste domingo (22) que o governo espera concluir ao longo desta semana uma série de reuniões com os cinco laboratórios que estão desenvolvendo uma vacina contra a Covid-19, e estão em estágio avançado.

"Serão realizadas até o final desta semana reunião com cinco laboratórios que estão com vacinas em estágio avançado de testes e com previsão de início de registro brevemente", explicou Franco ao G1.

Entre os laboratórios selecionados está o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, da Rússia, responsável pelo desenvolvimento da vacina Sputnik V, que conta com o financiamento do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

A Sputnik V foi a primeira vacina a ser registrada no mundo e está na lista das candidatas que estão próximas de concluir os testes clínicos e iniciar a produção em massa, segundo a Organização Mundial da Saúde. A vacina já despertou o interesse de vários países e, no Brasil, já fechou acordos com os estados de Paraná e Bahia.

De acordo com o Ministério da Saúde, o governo deverá assinar cartas de intenção não-vinculantes com as empresas para uma futura aquisição de doses.

"O que deve ocorrer a partir dessas reuniões, entendendo uma série de premissas que eu vou abordar em breve, serão memorandos de entendimento não vinculantes para possíveis futuras aquisições", acrescentou Franco.

Segundo o secretário-executivo, o ministério recebeu informações e sanou dúvidas sobre detalhes técnicos do desenvolvimento dessas vacinas, e também abordou questões como segurança, eficácia e aspectos logísticos que podem influenciar a distribuição.

De acordo com Élcio Franco, as vacinas estão sendo analisadas conforme as seguintes condições: segurança, eficácia, produção em escala, oferta em tempo oportuno, preço acessível, condições logísticas favoráveis e possuir o registro.

"A aquisição de qualquer vacina só pode se dar conforme a legislação brasileira e eu só posso comprar o que existe. Legalmente uma vacina só vai existir para o Brasil quando estiver registrada na Anvisa", assinalou o secretário-executivo do ministério ao G1.


Com a Sputnik

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