Corpo de Dom Phillips será cremado domingo, em Niterói


(Reprodução)

O corpo do jornalista britânico Dom Phillips, assassinado no Amazonas, chegou ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (23) em um avião da Polícia Federal que pousou no Galeão no final da tarde. De acordo com a família, o funeral e a cremação do corpo do jornalista vão acontecer neste domingo (26), a partir das 9h, no Cemitério Parque da Colina, em Niterói - citado pelo portal G1.

Com a perícia concluída na quarta-feira (22), o avião com os corpos de Bruno Pereira e Dom Phillips decolou do Aeroporto de Brasília por volta das 14h. O corpo do indigenista será velado nesta sexta-feira (24), às 9h, no município de Paulista, na região metropolitana de Recife (PE) - a cremação está marcada para as 15h.

Mesmo com a liberação dos corpos, os trabalhos de perícia continuam no Instituto Nacional de Criminalística, concentrados na análise de vestígios diversos, segundo a PF.

Dom Phillips, que era colaborador do jornal britânico The Guardian, e Bruno Pereira, servidor licenciado da Funai, foram vistos com vida pela última vez na manhã do dia 5 de junho, na região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares.

Os dois foram assassinados por pescadores ilegais quando passavam de barco pela reserva. Bruno Pereira foi morto com dois tiros na região abdominal e torácica e um na cabeça. Dom Phillips levou um tiro no abdômen/tórax. A munição usada no assassinato foi típica de caça.

Três dos suspeitos estão presos e cinco foram identificados por terem participado da ocultação dos cadáveres. Os presos são Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, e Jefferson da Silva Lima, chamado de "Pelado da Dinha".

O indigenista, que realizava um trabalho de proteção da área e orientação de sustentabilidade ambiental com o povo do Vale do Javari, denunciava ameaças sofridas na região - informação confirmada pela PF, que afirma ter aberto procedimento investigativo sobre a denúncia. Bruno Pereira estava atuando como colaborador da Univaja, uma entidade mantida pelos próprios indígenas da região, que tinha como foco impedir invasão da reserva por pescadores, caçadores e narcotraficantes. Ele foi à região, com autorização, para participar de reuniões em aldeias na área da calha do rio Curuçá.

Dom Phillips estava escrevendo sobre uma equipe de vigilância criada pelos povos originários com uso de tecnologia para documentar e denunciar as invasões e crimes em seu território. A atuação do jornalista foi fora da área indígena.

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