Corrupção na Transpetro: presos irmãos Efromovich


Empresário German Efromovich, preso pela PF junto com o irmão José (Fotos Públicas)

Policiais federais prenderam nesta quarta-feira (19) os irmãos German Efromovich e Jose Efromovich, donos do estaleiro Eisa, no Rio de Janeiro, acusados de participarem de esquemas de fraudes em licitações e pagamento de propina a altos executivos da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte de combustíveis por meio de navios e dutos. Os irmãos milionários, nascidos na Bolívia e naturalizados brasileiros, presos na Operação Navegar é Preciso, da Lava Jato, também eram donos da Ocean Air/Avianca, cuja falência foi decretada no mês passado, por dívidas de R$ 2,7 bilhões.

German era notório ganhador de licitações da Petrobras desde 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, e atravessou os governos seguintes ganhando concorrências para a construção de plataformas de exploração de petróleo.

Os mandados, expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, foram cumpridos em Maceió, São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com a Lava Jato, os crimes teriam sido praticados em licitação e celebração de contrato de compra e venda de navios celebrados pela Transpetro no âmbito do Promef, o programa federal para a reestruturação da indústria naval brasileira.

A investigação encontrou indícios de que o estaleiro pagou propina a um executivo da Transpetro em troca de favorecimento de sua empresa na licitação para a construção e fornecimento de navios, em um valor global de mais de R$ 857 milhões.

A escolha do estaleiro foi feita, segundo as investigações, sem levar em consideração estudos de consultorias que apontavam que a fabricante de navios não teria as condições técnicas e financeiras adequadas para a construção das embarcações.

O estaleiro ainda teria sido beneficiado, segundo a Lava Jato, com sucessivas prorrogações nos prazos para a entrega dos navios e aditivos contratuais. O pagamento da propina ao então executivo da Transpetro foi feito por meio de um contrato falso de investimento em empresa estrangeira, que previa o pagamento de uma multa de R$ 28 milhões, em caso de cancelamento do aporte.

O contrato teria sido firmado entre empresa dos executivos do estaleiro e uma ligada ao executivo da Transpetro. Os pagamentos foram feitos por meio de várias transferências a contas bancárias no exterior, em uma tentativa de lavar dinheiro e ocultar patrimônio. O prejuízo para a Transpetro chegaria, em valores corrigidos, a R$ 611,2 milhões.

Em nota, a Transpetro informou que “desde o princípio das investigações, colabora com o Ministério Público Federal e encaminha todas as informações pertinentes aos órgãos competentes. A companhia reitera que é vítima nesses processos e presta todo apoio necessário às investigações da Operação Lava Jato”.


Com Agência Brasil

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