Covid dispara no mundo e aumenta medo de novos lockdowns


(Reprodução)

Com a nova variante ômicron se disseminando fora de controle, o número diário de casos de covid-19 atingiu altas recordes nos Estados Unidos, em partes da Europa e na Austrália, deixando trabalhadores em home-office e provocando temores de novos lockdowns ao redor do mundo.

Na terça-feira (28), França, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha, Grécia e Malta registraram um número recorde de novos casos confirmados. Contagem feita pela Reuters aponta que o número médio de casos diários nos Estados Unidos também atingiu uma alta recorde nos últimos sete dias, sendo que o pico anterior ocorreu apenas em janeiro deste ano.

Apesar de estudos indicarem que a nova cepa do coronavírus é menos letal, governos também temem que essa disparada de casos levem os hospitais a ficarem sobrecarregados em breve, além dos prejuízos que a necessidade de novas quarentenas possam causar na economia dos países mais afetados.

Na Austrália, as novas infecções diárias dispararam para quase 18.300 nesta quarta-feira (29), enquanto o recorde anterior, de cerca de 11.300, ocorreu um dia antes.

Na Itália, os casos confirmados dobraram na terça-feira em relação ao dia anterior e atingiram cerca de 78.300.

Na Espanha, a alta de casos atingiu inclusive o time do Real Madri. Nesta quarta-feira, o clube informou que quatro jogadores testaram positivo para a covid-19, entre eles, o brasileiro Vinícius Júnior. Há pouco mais de duas semanas, seis jogadores do time também foram afastados por testarem positivo para a doença. O brasileiro Marcelo estava na lista confirmada.

OMS: 'tsunami' e 'colapso'

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira que um tsunami de casos das variantes ômicron e delta do coronavírus colocará os sistemas de saúde à beira do colapso.

"Estou extremamente preocupado que a ômicron, sendo mais transmissível e circulando ao mesmo tempo que a delta, esteja causando um tsunami de casos. Isso está colocando e continuará a exercer uma pressão imensa sobre os profissionais de saúde exaustos, e os sistemas de saúde estão à beira de um colapso", disse o diretor da OMS.

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