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Covid não acabou e vacinação segue fundamental, alerta ministra

  • 7 de mai. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 7 de mai. de 2023


(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, fez um pronunciamento, em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite deste domingo (7). A mensagem destaca a declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS), que decretou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em relação à covid-19. Segundo a ministra, a covid-19 ainda não acabou e o momento é de fortalecimento dos sistemas de vigilância, diagnóstico, assistência e vacinação.


De acordo com a ministra, o vírus ainda sofrerá mutações e, por isso, os cuidados devem ser mantidos.

Ministra Nísia Trindade (Foto: Antônio Cruz/Ag. Brasil)

“É hora de intensificar a vacinação. As hospitalizações e óbitos pela covid-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas”, destacou a ministra em cadeia de rádio e televisão.


"Por esta razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para covid- 19. Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde, em defesa da vida", acrescentou.


Na última sexta-feira (5), após mais de três anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da emergência de saúde pública de importância internacional. “Depois de termos passado por um período tão doloroso, nosso país recebe essa notícia com esperança”, afirmou Nísia.


“O momento é de transição do modo de emergência para enfrentamento continuado como parte da prevenção e controle de doenças infecciosas.”


Durante o pronunciamento, a ministra lembrou que o Brasil perdeu 700 mil vidas durante o surto sanitário e criticou a negligência do governo anterior.


"Outro teria sido o resultado se o governo anterior, durante toda a pandemia, respeitasse as recomendações da ciência. Se fossem seguidas e cumpridas as obrigações de governante de proteger a população do país. Não podemos esquecer. Precisamos preservar esta memória para construir um futuro digno", reforçou.


Ela agradeceu os cientistas e os laboratórios que desenvolveram os imunizantes e fez uma referência especial aos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS).


"Apesar do negacionismo, dos ataques à ciência e da política de descaso, muitas vidas foram salvas devido ao SUS e ao esforço sem limites dos trabalhadores e das trabalhadoras da saúde", destacou a ministra.


Em todo o mundo, a pandemia levou à morte mais de 7 milhões de pessoas, número que pode estar subestimado. Somente no Brasil, o número de vidas perdidas ultrapassou as 700 mil pessoas.


Com informações da Agência Brasil

 
 
 

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