Covid pode ter matado Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo


A família de Olavo de Carvalho informou sobre seu falecimento na noite de segunda-feira (24), oito dias após ser diagnosticado com Covid-19. Considerado um "filósofo" da extrema direita brasileira, guru do bolsonarismo e pregador do negacionismo, Olavo de Carvalho era próximo do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos. Ele faleceu aos 74 anos, segundo divulgação em suas redes sociais. Embora ele estivesse contaminado pelo coronavírus, a causa da morte, porém, ainda não foi revelada.

"Com grande pesar, a família do professor Olavo de Carvalho comunica a notícia de sua morte na noite de 24 de janeiro, na região de Richmond, na Virgínia, onde se encontrava hospitalizado", diz a nota, divulgada pela CNN Brasil.

O escritor faleceu na região de Richmond, nos EUA, onde estava hospitalizado, deixando a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos. Olavo de Carvalho nasceu em 1947, em Campinas, no interior de São Paulo, publicando mais de 30 obras.

O astrólogo e escritor era considerado um dos grandes expoentes do conservadorismo no Brasil, tendo sido apontado como grande influenciador do atual presidente Jair Bolsonaro durante sua campanha eleitoral em 2018.

'Olavo não não olhou para cima, não usava máscara'

Filha primogênita de Olavo de Carvalho, Heloísa de Carvalho afirmou em entrevista ao Fórum Onze e Meia que o pai, com quem estava rompida havia vários anos, “não olhou para cima” – uma referência ao filme “Não Olhe para Cima“, que retrata de forma irônica o negacionismo científico.

“Olavo não olhou para cima, não usava máscara, não se vacinou, não acreditava na pandemia e no vírus”, afirmou.

Filiada ao PT, Heloísa disse ainda que acredita que o “olavismo” sobreviverá, mas a obra dele não.

Ela também questionou a nota de pesar e o luto de três dias decretado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que ignora as mortes de brasileiros por covid-19, assim como a de nomes consagrados da cultura e das artes, como Aldir Blanc, Beth Carvalho, João Gilberto, Moraes Moreira, Tarcísio Meira, Eva Wilma e Elza Soares - esta, falecida na semana passada.

“Revoltante. Não se manifestou na desgraça em Minas Gerais, nas mais de 600 mil mortes por covid, (…) ser solidário ao povo que querendo ou não ele governa. Mas se manifestou em relação a uma pessoa que semana passada estava falando mal dele”, disse ela, que escreveu um livro sobre Olavo de Carvalho em parceria com o filósofo e escritor Henry Bugalho - “Meu Pai, o Guru do Presidente”.

Em sua conta no Twitter, Heloísa escreveu que espera “que Deus perdoe o pai de todas as maldades que cometeu”.


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