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CPI do golpe autoriza acesso a processo que envolve Bolsonaro


(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Após embate entre oposição e governo, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro aprovou o acesso aos dados sobre a investigação que apura a suposta fraude na caderneta de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro.


O pedido do senador Rogério Carvalho (PT-SE) aprovado requer acessar “em formato digital, dados extraídos de celular e outras provas referentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, obtidos pela Polícia Federal na Operação Venire, deflagrada com objetivo de investigar fraudes nos cartões de vacinação do ex-presidente, de familiares e de assessores”. O requerimento pede ainda que o Diretor-Geral da Polícia Federal preste informações sobre o caso.


A medida gerou protestos da oposição, que tentou bloquear o pedido de acesso às informações relacionadas a Bolsonaro na Operação Venire.


O deputado federal Rogério Corrêa (PT-MG) saiu em defesa do requerimento criticado pela oposição. Segundo o petista, foi a partir da Operação Venire que apareceram no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, os diálogos chamados de diálogos do golpe.


“Então é óbvio que temos que ver o que aconteceu no inquérito do cartão de vacinação para pegarmos - talvez seja isso que os bolsonaristas não querem - os diálogos do Mauro Cid falando abertamente em golpe de estado, inclusive em utilização da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com uma minuta de GLO e documentos, o que traz Mauro Cid e Bolsonaro para o centro da CPI. Evidentemente não podemos evitar isso”, argumentou o parlamentar.


Segundo o autor do requerimento, senador Rogério Carvalho (PT-SE), o pedido não é sobre a suposta fraude no cartão de vacina, mas sim sobre "as informações da Operação Venire que levaram aos diálogos que têm conteúdos sobre o 8 de janeiro de 2023".


A Polícia Federal teria encontrado, durante a Operação Venire, plano de golpe de Estado no celular de Mauro Cid, o que incluiria uma minuta de GLO, mecanismo que permite ao Poder Executivo, por meio das Forças Armadas, assumir a segurança pública de determinada localidade.


Em outro requerimento também aprovado, a CMPI foi mais específica ao solicitar informações extraídas do celular do tenente-coronel Mauro Cid e do ex-militar Ailton Gonçalves Moraes Brito, também preso na operação relacionada a fraude no cartão de vacinação do ex-presidente Bolsonaro.


Convocação de bolsonaristas

A comissão também aprovou requerimentos para convocar os bolsonaristas Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, e o coronel Mauro Cid.


Também foram chamados para comparecer à comissão que investiga os atos golpistas o ex-chefe de Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Bolsonaro, Augusto Heleno, e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Braga Netto.


O foco de investigação da CPI são os bolsonaristas, responsáveis pelos ataques golpistas aos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Entre eles estão os próprios vândalos, os organizadores dos atos, os financiadores dos acampamentos e caravanas e os autores intelectuais da tentativa de golpe, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ficou inconformado com a derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Com a Agência Brasil

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