CPI pede proteção da PF a irmãos que fizeram denúncia


Sessão da CPI da Covid, no Senado, realizada nesta quinta-feira (Marcos Oliveira/Agência Senado)

A CPI da Covid pediu nesta quinta-feira (24), através de ofício encaminhado à Polícia Federal, proteção policial ao deputado Luis Miranda (DEM-DF) e ao irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, que denunciaram um possível esquema de corrupção envolvendo a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, da Índia.

Os irmãos são esperados para depor nesta sexta-feira na comissão parlamentar de inquérito, no Senado. Segundo o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), a comissão recebeu relatos de ameaças aos denunciantes.

Na quarta-feira, Luís Miranda afirmou nas redes sociais que "o Brasil saberá a verdade" após o seu depoimento à CPI.

"Sexta-feira o Brasil saberá a verdade e os documentos falam por si só... se ficarmos calados, já será suficiente para todos os brasileiros se revoltarem e ainda entender quem está atrasando o Brasil!!" escreveu o deputado, poucas horas após o pronunciamento do Palácio do Planalto negando as acusações de fraude na compra das vacinas. Falando pelo governo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onix Lorenzoni, em tom inflamado, ameaçou o deputado, após dizer que "Deus está vendo" ele "mentir deslavadamente": "Mas você não vai se entender com Deus só não. Vai se entender com a gente também…”, disse o ministro.

"A Polícia Federal foi oficiada para providenciar segurança aos depoentes da reunião a ser realizada amanhã [sexta] e a seus familiares, diante das ameaças relatadas a essa Comissão Parlamentar de Inquérito. Reitero à Polícia Federal a necessidade de cumprimento desse pleito, que não só garante a integridade física dos depoentes, mas assegura o bom andamento das investigações conduzidas por esse colegiado", declarou Aziz.

Durante a sessão desta quinta-feira, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), pediu que a comissão também solicitasse à Polícia Federal segurança 24 horas para o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano. A empresa foi a intermediária na aquisição da vacina. A Covaxin foi o imunizante mais caro negociado pelo governo federal, custando quatro vezes mais que o da AstraZeneca, por exemplo. O depoimento de Maximiano é esperado para a próxima semana.

O deputado Luis Miranda afirmou, em entrevistas, que ele e seu irmão se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro e alertou sobre suspeitas de corrupção envolvendo a compra da vacina indiana.

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