Crivella: prisão domiciliar sem telefones e internet

Atualizado: 24 de dez. de 2020


O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) ao chegar ao Presídio de Benfica na terça-feira (Foto: Reprodução)

Antes de mandar soltar Marcelo Crivella (Republicanos) conforme determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para colocá-lo em prisão domiciliar, a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, do Grupo de Câmaras Criminais, expediu, na tarde desta quarta-feira (23), mandado de verificação e de busca e apreensão para ser cumprido na casa do prefeito, no Condomínio Península, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O mandado foi para que sejam retirados os terminais telefônicos fixos, computadores, tablets, laptops, aparelhos de telefone celular e smart TVs da residência onde Crivella cumprirá a prisão domiciliar usando tornozeleira eletrônica. Além disso, a desembargadora determinou também que as empresas de telefonia fixa e móvel interrompessem os respectivos sinais na residência do prefeito.

Somente no início da noite, Crivella foi liberado para deixar o Presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio.

Apesar da liminar concedida pelo presidente do STJ, ministro Humberto Martins, ser enfática quanto às providências imediatas para a concessão do alvará de soltura de Crivella para cumprir a prisão em regime domiciliar, a desembargadora aguardou o cumprimento dos procedimentos que ela determinou no início da tarde, para evitar que ele mantenha contato com o mundo externo, para só então assinar o alvará de soltura.

O desembargador de plantão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Joaquim Domingos de Almeida Neto, que recebeu o despacho do presidente do STJ nesta quarta-feira, decidiu não assinar o alvará. Dessa forma, a decisão foi encaminhada à desembargadora Rosa Guita, relatora do processo que levou o prefeito do Rio à cadeia.

Ao receber a ordem do STJ, o desembargador proferiu um despacho afirmando que não caberia a ele tomar providências sobre o caso.

Crivella foi preso em casa, na terça-feira, por volta das 6h. Ele foi levado diretamente à Cidade da Polícia, na Zona Norte. Antes de entrar, ele disse que foi o prefeito que mais combateu a corrupção e que espera por "Justiça". Ele é acusado de crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

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