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Crivella tem mandato cassado pela Justiça Eleitoral

Atualizado: 29 de mai. de 2023


(Reprodução)

O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), ex-prefeito do Rio de Janeiro, teve o mandato cassado, além de receber uma multa no valor de R$ 433.290, em decisão da juíza Márcia Capanema, da 23ª Zona Eleitoral do Rio. Além disso, a magistrada também determinou que Crivella fique inelegível pelos próximos oito anos, contados a partir da eleição municipal de 2020. A punição ocorreu em função do esquema conhecido como "Guardiões do Crivella", montado em 2020 pelo então prefeito para impedir a veiculação de reportagens sobre a saúde pública na cidade. As informações são do Globo.


A ação foi movida pela coligação "É a vez do povo!" (PT e PCdoB) ainda em 2020. Crivella foi acusado de praticar abuso de poder de autoridade e conduta vedada a agente público durante as campanhas eleitorais, infringindo as disposições constitucionais. A coligação alegou que o ex-prefeito montou um esquema para monitorar e impedir o contato entre cidadãos e profissionais da imprensa, com o objetivo de bloquear informações sobre a verdadeira situação dos hospitais públicos do Rio durante o período eleitoral.


Os chamados "Guardiões do Crivella", servidores públicos municipais utilizados no desvio de função, foram todos identificados na época. Pagos com dinheiro público, eles eram organizados em grupo de WhatsApp e ficavam na porta de hospitais para impedir denúncias a respeito da saúde pública.


Segundo a mídia, na sentença, a magistrada disse que a decisão tinha "caráter pedagógico-preventivo" e também demonstrava o repúdio à "conduta moral e ilegal perpetrada".


A assessoria do pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) informou que ele já entrou com recursos na Justiça.


Crivella foi preso no dia 22 de dezembro de 2020, apenas nove dias antes de concluir seu mandato à frente da Prefeitura do Rio, em decorrência do desdobramento da Operação Hades, deflagrada em março daquele ano, que revelou a existência de um "QG da propina" na Prefeitura do Rio. Em 13 de fevereiro de 2021, sua prisão foi revogada por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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