Cruzeiro vende imóvel para não cair para 3a divisão


(Vinícius Silva/Cruzeiro)

Uma assembleia geral de conselheiros do Cruzeiro reunida com urgência na noite de segunda-feira (3) aprovou a alienação de um imóvel do clube para quitar dívidas junto à Fifa. A principal delas é com o Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, que fez a denúncia na entidade pelo não pagamento de R$ 5,3 milhões do empréstimo do volante Denílson, em 2016. A não quitação da dívida já custou a perda de seis pontos para a equipe mineira na Série B como punição. Caso não honre o compromisso com o clube árabe nos próximos dias, o clube corre o sério risco de ser rebaixado à terceira divisão do Campeonato Brasileiro.

O imóvel alienado, de nome "Sede Campestre 2", é usado atualmente como estacionamento e está avaliado entre R$ 13,7 milhões e R$ 15,2 milhões.

"O Al-Wahda está pedindo a execução do não pagamento. A única punição que pode ter [agora] é isso [rebaixamento], mas, nem é preciso a explicação da gravidade", disse Rodrigues durante a assembleia, que foi transmitida pelo canal oficial do Cruzeiro no Instagram.

"A maioria das dívidas na Fifa a gente não consegue dizer quando ela vai vencer, porque ela [dívida] pode estar consolidada, mas a gente recebe uma carta e pode ser daqui a 30 dias ou daqui a 90 [dias]. Nosso grande objetivo é não ter que fazer loucura ou correria se recebermos essa carta, que pode causar a pior punição", completou o dirigente, eleito para o cargo no último dia 21 de maio.

A pendência com o time árabe integra a estimativa de R$ 70 milhões em dívidas do Cruzeiro na Fifa, referente ao último dia 31 de maio. De lá para cá, segundo o presidente, a Raposa quitou, ou acertou forma de pagamento de R$ 30 milhões do montante. Um dos débitos já resolvidos foi com o Zorya, da Ucrânia, pela contratação do atacante William, em 2014, por R$ 4,4 milhões. O jogador, atualmente, está no Palmeiras.

Ainda de acordo com Rodrigues, o clube estima o gasto de mais R$ 30 milhões em 2020, também quitando dívidas com a Fifa. A venda do terreno, portanto, pode viabilizar metade do montante. "Esse valor pode variar. Podemos conseguir um parcelamento, como foi [na negociação] com o Independiente Del Valle [do Equador, pela aquisição do zagueiro Luís Caicedo, em 2017]. Eles acreditaram na credibilidade, viram que estamos pagando. Mas é correto contarmos com isso? Acredito que não", concluiu o dirigente.

Rebaixado pela primeira vez à Série B, o Cruzeiro estreia na competição nacional no próximo sábado (8), às 19h (horário de Brasília), contra o Botafogo-SP, clube de Ribeirão Preto, no Mineirão, em Belo Horizonte. Segundo a auditoria BDO, a dívida da Raposa, em 2019, estava estimada em R$ 598 milhões.


Com Agência Brasil

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